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Número de mestres titulados cresce no AM, segundo estudo

Estudo divulgado pela Secti-Am aponta que a quantidade de profissionais com esse nível de graduação cresceu 940% em 13 anos no Amazonas, mas que isso ainda o deixa atrás do estado do Pará, na Região Norte

Aula inaugural do primeiro mestrado em Antropologia, ministrada por Stephen Hugh-Jones, no ICHL/Ufam, foi possibilitada pela incentivos dados a pós-graduação

Aula inaugural do primeiro mestrado em Antropologia, ministrada por Stephen Hugh-Jones, no ICHL/Ufam, foi possibilitada pela incentivos dados a pós-graduação (Arquivo/AC )

Apesar do Amazonas apresentar um crescimento de aproximadamente 940% no número de mestres titulados nos últimos 13 anos, isso ainda o deixa atrás do Estado do Pará, na Região Norte. Estudo divulgado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-Am), revelou que 7.424 mestres titulados entre 1996 e 2009 tinham emprego formal. Desse total, o Pará era o estado com maior número, totalizando 2.818, seguido do Amazonas, com 2.012, Tocantins, 814, Rondônia, 756, Roraima, 365, Amapá, 364, e Acre com 295. Somando Pará e Amazonas, os estados representam 65% do total no período analisado.

Esses números, segundo a presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), Olívia Simão, demonstram a existência de uma política forte de investimento em programas de Ciência e Tecnologia (C&T), especialmente com bolsas de estudo para graduação e pós-graduação no Estado. Entre 2000 e 2011, o Estado apresentou um crescimento superior a 1.500%, enquanto em igual período, o aumento do Brasil foi da ordem de 316%, informou a Secti. Outro resultado do estudo, denominado “Empregabilidade de Mestres e Indicadores de C&T no Amazonas”, evidencia que nos gastos com Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) apenas 15% são destinados à pós-graduação, enquanto 85% restantes são destinados à execução orçamentária.

NORTE

Se forem analisados os números do Brasil, no período entre 1996 a 2009, foram titulados 182.529 mestres, com emprego formal por região. Desses, 49,43% estavam na região Sudeste. Já a Região Norte saiu de 2,81% (1996) para 5,05% (2009), o que representa um aumento de 80%, no período analisado, informou o estudo que está publicado na segunda edição dos Cadernos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) Amazonas, lançado pela Secti-Am. De acordo com o levantamento, isoladamente, os dados do Norte apontam que em 1996 formaram-se 99 mestres na região, número que em 2009 saltou para 1.096, fechando com um total de titulações de 7.424 mestres.

Outro ponto importante do estudo levou em considerando a divisão dos mestres no Norte, por gênero, em ordem decrescente, mostrou que o número de mulheres mestres supera o de homens nos Estados do Pará, Amazonas, Amapá e Acre, diferente da realidade de Rondônia, Tocantins e Roraima. No Brasil, percentualmente, existem mais homens mestres com 51,4%, enquanto que as mulheres representam 48,6%.

A educação é a áreas que mais atrai os estudantes que fazem mestrado, pois na Região Norte, essa área conta com o maior número de titulados. Em seguida, os mestres têm atuado na área da administração pública, defesa e seguridade social. No Amazonas, 840 mestres trabalham com educação, 695 com administração pública, defesa e seguridade e 167 com atividades profissionais, científicas e técnica, no período entre 1996 e 2009.

Sistema de C&T mudou o ‘cenário’

A presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Olívia Simão, atribuiu o crescimento na formação de mestres e doutores à política de incentivos, o que dá um diferencial ao estado na região, mas segundo ela, ainda é preciso investir mais e continuamente. “Já temos uma mudança de cenário muito importante porque nesses anos o sistema de ciência e tecnologia no Estado vem dando oportunidades de formação não só concedendo bolsas de estudo, mas disponibilizando recursos para equipar cursos de pós-graduação e criar novas ofertas”, afirmou ela, lembrando que isso aponta ainda para a importância da continuidade do trabalho iniciado com a criação da Secti e Fapeam.