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Tarifa do transporte coletivo em Manaus pode chegar a R$ 3,60

Segundo empresas de ônibus, aumento salarial de 7% e outros benefícios concedidos pela Justiça do Trabalho para funcionários, nesta sexta (22), pode encarecer valor do transporte na cidade

O prefeito afirmou que em 120 dias o transporte coletivo seria contemplado por 858 ônibus com idade média de dois anos

Ajustes concedidos em benefício a motoristas e cobradores podem tornar tarifa mais cara, segundo Sinetram (Foto: Raphael Alves)

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou nesta sexta-feira (22) que a tarifa do transporte público em Manaus pode subir para R$ 3,60 nos próximos meses. O valor pode aumentar devido ao deferimento de reivindicações feitas pelo Sindicato dos Rodoviários no dissídio coletivo de 2014/2015, em sessão realizada também nesta sexta (22), na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Após aproximadamente cinco horas de sessão, a corte concedeu 7% de aumento salarial, que passará a ser em média R$ 1.938 para motoristas e de R$ 969 para cobradores, R$ 5 de lanche, R$ 11 de tíquete alimentação e R$ 195 de cesta-básica. A Participação nos Lucros e Resultado (PLR) será de meio salário por semestre e a insalubridade de 10% do salário ao mês para motoristas e cobradores.

De acordo com o advogado do Sinetram, Fernando Borges, os itens foram aumentados pela corte contra o voto da relatora do processo, a desembargadora Maria das Graça Alecrim Marinho. Ela adotou o parecer do Ministério Público (MP), mas foi voto minoritário no tribunal.

“Com esses reajustes e novos benefícios a serem incorporados aos direitos dos rodoviários, nós calculamos que a tarifa pode chegar a R$ 3,60. Com a tarifa de hoje não temos como arcar. A prefeitura tem feito a parte dela com a desoneração e ajustes operacionais, mas ninguém esperava por isso”, disse Borges.

Ainda de acordo com o advogado, mesmo após as inúmeras tentativas de conciliação junto ao MPT, desde maio o Sinetram está concedendo 6% de reajuste salarial e manteve os R$ 195 na cesta-básica, R$ 11 no tíquete refeição e R$ 3,50 no lanche para não prejudicar os trabalhadores. Isso resultou num reajuste médio de 9,96% e teve o aval do da prefeitura de Manaus.

No próximo dia 3 de setembro está marcada a continuidade da sessão de julgamento, quando sairá a decisão definitiva. A Prefeitura de Manaus e a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) ainda não se pronunciaram sobre o caso.

*Com informações da assessoria de imprensa