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À espera de Marina, campanhas de PT e PSDB analisam novas estratégias

Morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, que estava em terceiro lugar nas intenções de votos, deve mudar os rumos da campanha eleitoral de Dilma Rousseff e Aécio Neves

Campanha eleitoral: Corrida à Presidência da República

Corrida à Presidência da República muda após morte de Campos (Reprodução/Internet)

Ainda no aguardo do que ocorrerá com a candidatura presidencial do PSB, que deve indicar Marina Silva para a cabeça de chapa, integrantes das campanhas do PT e do PSDB já começam a analisar que mudanças farão na estratégia para manter a disputa polarizada diante de um quadro que consideram completamente novo.

Estrategistas ouvidos pela Reuters avaliam, no entanto, que é cedo para fazer prognósticos claros e que a nova configuração da disputa não zera o jogo, mas vai exigir mudanças cuja amplitude só será conhecida após a decisão oficial do PSB e algumas rodadas de pesquisas eleitorais.

A trágica morte do candidato socialista e presidente do PSB, Eduardo Campos, num acidente aéreo na quarta-feira ainda é traumática tanto para seus correligionários como para seus adversários, que tinham um histórico de proximidade com o pernambucano. 

A presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição pelo PT, foi ministra a seu lado no governo Lula e se aproximou de Campos e sua família. Aécio Neves, candidato do PSB, tinha identificação pessoal com o pernambucano, porque os dois eram netos de políticos conhecidos nacionalmente, tinham sido governadores estaduais no mesmo período e chegaram a traçar estratégias eleitorais juntos nos meses iniciais da disputa presidencial.

"Não mudou tudo, mas muda muita coisa", disse à Reuters um dos estrategistas do tucano Aécio Neves.

Ele chegou a comparar que o impacto é semelhante a substituir Aécio por José Serra na disputa ou Dilma pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hipóteses que chegaram a ser ventiladas no PSDB e no PT, respectivamente.

No ninho tucano, a ordem é manter a estratégia do programa eleitoral no rádio e na TV nos primeiros dias, apresentando Aécio ao eleitorado, mostrando suas realizações no governo de Minas Gerais e sua capacidade de gestão. Pelo menos por enquanto, segundo essa fonte.

"Nosso desafio não muda, temos que apresentar o candidato e torná-lo conhecido. Mas o programa é fruto de avaliação cotidiana", disse o estrategista do PSDB. 

Paralisia

No PT, não há dúvidas de que Marina assumirá a candidatura e a avaliação é que mesmo com esse novo quadro, que precisa ser pesquisado e analisado com mais calma, Dilma segue sendo a favorita para vencer a disputa.

"Estamos num momento de paralisia nas campanhas", disse um dos petistas ouvidos pela Reuters.

Outro integrante do comitê da campanha petista afirmou que nesse primeiro momento "tudo ficou mais confuso para todos".

Mas essa fonte acredita que Aécio tem mais a perder numa análise imediata, porque ficou sem uma linha auxiliar do discurso que tentava emplacar contra Dilma, apontando-a como má gestora.

"Ele e o Campos, por terem sido governadores e bem avaliados, vinham dizendo e poderiam unir a artilharia nos debates nesse discurso da Dilma má gestora. Com a Marina, ele não terá essa parceria", disse a fonte.

Esse integrante da campanha argumenta ainda que o tucano e o socialista tinham perfis semelhantes que os aproximavam, eram jovens políticos, netos de grandes personalidades da cena política e tinham acertado alianças regionais, que não foram avalizadas por Marina.

Essa fonte avalia, porém, que Dilma ganharia uma adversária com língua mais afiada e mais disposta a fazer críticas mais duras a ela e ao ex-presidente Lula, que Campos poupava. 

Decisão sobre substitutos

O PSB tem até dia 23 de agosto para escolher um novo candidato à Presidência e o partido e Marina já avisaram que nesse momento não estão discutindo a sucessão e só farão isso após o enterro de Eduardo Campos, que ainda não tem data marcada.

"Nós não estamos pensando em política. Estamos todos ainda perplexos. Não tem clima para isso”, disse à Reuters uma fonte do partido nesta quinta. “Estamos envolvidos com a burocracia do DNA dos corpos”, acrescentou.

A despeito disso, Antônio Campos, irmão do ex-governador, divulgou uma carta pedindo que Marina assumisse a candidatura. Horas depois, porém, o partido divulgou um comunicado dizendo que tomará essa decisão em "momento oportuno e ao seu exclusivo critério".