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Marina tem empate técnico com Aécio no 1º turno e com Dilma no 2º turno, diz Datafolha

Cenário eleitoral tem mudança radical com morte de Eduardo Campos e ascensão de Marina a cabeça de chapa no PSB; viúva de Eduardo Campos pode ser a vice

Marina Silva, provável candidata à sucessão presidencial pelo PSB

Marina Silva, provável candidata à sucessão presidencial pelo PSB (Bruno Kelly)

A ex-senadora Marina Silva aparece em empate técnico na corrida presidencial com Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno e com Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, nas duas situações à frente dentro da margem de erro, mostrou a primeira pesquisa eleitoral após a trágica morte do candidato Eduardo Campos (PSB).

Segundo o Datafolha, Marina, que deve ser confirmada candidata do PSB à Presidência da República nesta semana, aparece na disputa com 21 por cento das intenções de voto, acima dos 20 por cento de Aécio e atrás de Dilma, com 36 por cento.

Já na simulação de segundo turno, Marina fica numericamente à frente de Dilma, com 47 por cento contra 43 por cento da presidente que busca a reeleição.

No primeiro turno contra Aécio e no segundo contra Dilma, trata-se de uma situação de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com o Datafolha, em um segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente venceria por 47 por cento a 39 por cento, o que representa uma melhora da petista sobre a sondagem anterior em julho, que mostrava 44 por cento a 40 por cento, com empate técnico naquela ocasião dentro da margem de erro.

Os números do Datafolha afastam a hipótese de conclusão da eleição presidencial no primeiro turno, porque Marina tem quase três vezes as intenções de voto de Campos, que aparecia com 8 por cento.

A ex-senadora atrai eleitores que antes se diziam sem candidato e não tira votos dos dois principais adversários: Dilma aparecia com os mesmos 36 por cento e Aécio com iguais 20 por cento na pesquisa anterior feita pelo Datafolha.

As intenções de voto nulo ou em branco, contudo, caíram de 13 por cento na pesquisa anterior para 8 por cento, enquanto os indecisos recuaram de 14 por cento para 9 por cento agora.

O presidenciável do PSB Campos morreu na última quarta-feira, dia 13, em um acidente de avião no litoral de São Paulo. A morte repentina do socialista colocou Marina, sua vice na chapa, como nome natural para assumir a candidatura pelo partido.  

No sábado, o líder da bancada do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), disse à Reuters que Marina "já sinalizou que vai assumir a candidatura". Segundo ele, uma reunião da comissão executiva do partido na quarta-feira definirá também o nome do candidato a vice.

Em um improvável cenário sem manutenção da candidatura do PSB à Presidência, Dilma venceria no primeiro turno com 41 por cento dos votos válidos, oito pontos a mais que a soma de seus rivais. Aécio ficaria com 25 por cento, conforme o Datafolha.

Resposta espontânea e rejeição

A entrada de Marina na corrida presidencial acontece no momento que indica alguma recuperação de Dilma. Ela ampliou a vantagem sobre Aécio no segundo turno e a avaliação do governo melhorou, com sua taxa de rejeição caindo de 35 por cento para 34 por cento.

O índice de rejeição de Aécio é de 18 por cento e o de Marina, 11 por cento.

Na resposta espontânea, em que o eleitor diz em quem pretende votar sem ter acesso aos nomes dos candidatos, Dilma foi a resposta dada por 24 por cento dos entrevistados pelo Datafolha, acima dos 22 por cento na pesquisa anterior. Aécio foi mencionado por 11 por cento e Marina por 5 por cento.

O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios em 14 e 15 de agosto. Números da pesquisa foram disponibilizados em reportagem no site do jornal Folha de S. Paulo na madrugada desta segunda-feira.