Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Motorista de caçamba consumiu cocaína e álcool antes do acidente, diz laudo da polícia

Ozaías, que dirigia a caçamba que se chocou com o micro-ônibus na Avenida Djalma Batista, no dia 28 de março, era contratado de empresa que prestava serviço para a Prefeitura de Manaus. Ambas poderão responder civilmente pelo ocorrido

Raimundo Nogueira, que é motorista de retro-escavadeiram, estava de carona dentro da cabine do caminhão caçamba no momento do acidente

Raimundo Nogueira, que é motorista de retro-escavadeiram, estava de carona dentro da cabine do caminhão caçamba no momento do acidente (Clóvis Miranda)

Laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do Amazonas atesta que Ozaías Costa de Almeida, 36 anos, motorista da caçamba que se  chocou com um micro-ônibus e matou 15 pessoas na avenida Djalma Batista no último dia 28 de março, tinha consumido cocaína e álcool no dia do acidente. O documento data do dia 7 de abril e até agora não tinha sido divulgado pelos órgãos oficiais.

De acordo com o laudo do IC, “o teste imunocromatográfico para pesquisa de cocaína em urina resultou ‘POSITIVO’ para concentrações de benzoilecgonina superiores a 300 ng/ml” (benzoilecgonina é o nome científico da cocaína). O documento também aponta “a concentração de 3,18 gramas de álcool etílico por litro de sangue”.

O acidente

Ozaías trafegava na avenida Djalma Batista, sentido centro-bairro, por volta das 19h40, quando perdeu o controle do veículo, atravessou o meio-fio que dividia as pistas e colidiu frontalmente com um micro-ônibus que vinha no sentido contrário.

Tanto ele quanto Robert da Cunha Moraes, 27, motorista do micro-ônibus, morreram no local. Além deles, outras 13 pessoas, incluindo uma gestante, também vieram a óbito. O acidente também deixou 16 feridos. Ozaías dirigia a caçamba a mais de 80 km/h, velocidade bem acima dos 60 km/h permitidos na avenida.

Ozaías era contratado da empresa Etacom, que prestava serviços para a Prefeitura de Manaus. Sendo provada a responsabilidade do motorista, a empresa e o Poder Municipal também poderão responder civilmente pelo ocorrido.

A repercussão

O caso chamou a atenção do país inteiro e foi destaque nos jornais nacionais. Em decorrência dele, o prefeito Artur Neto, que estava em São Paulo e seguiria para a Europa para um compromisso de sua agenda oficial, regressou a Manaus e decretou luto de três dias.

Um dia depois do acidente, várias pessoas se reuniram no local da tragédia para um ato de elegia às vítimas. O prefeito acabou por nomear o viaduto que está sendo construído nas proximidades do aeroporto de Complexo Viário 28 de Março.

'Elucubrações'

No sábado, dia 19, o diretor do Instituto Médico Legal do Amazonas (IML-AM), Sérgio Machado, alegou que, no atual estado, essas informações são somente “elucubrações”. Ele negou a existência do laudo assinado, que, a seu ver, realmente serviria como prova, mas não negou a possibilidade do fato. Horas depois, a Polícia Civil admitiu que o laudo é verdadeiro e informou que o inquéirto sobre o caso ficará pronto em 15 dias.

As amostras de sangue obtidas no IML-AM foram remetidas a Belém, onde foram analisadas, porque o laboratório do instituto em Manaus não possui “materiais, reagentes, equipamentos, padrões, etc., para realização de exames de drogas de abuso”.