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Natal: compras em 2013 não ‘decolam’, reclamam lojistas

A uma semana da festa, lojistas do Centro de Manaus se queixam de que as vendas estão abaixo das realizadas no mesmo período do ano passado

Compras [Centro]

Consumidores antecipavam compras nesta segunda (16) no comércio do Centro (Bruno Kelly)

Faltando pouco mais de uma semana para o natal, os comerciantes do Centro de Manaus estão insatisfeitos com o movimento de clientes e o volume de vendas realizadas até o momento. A CRÍTICA esteve nesta segunda (16) na região e constatou que o clima entre lojistas e gerentes do comércio do Centro da cidade é de preocupação.

Para Cristina Gomes, gerente da loja de calçados Di Santinni da Marechal Deodoro, a diferença na movimentação entre as festas de fim do ano passado e a deste ano são bem grandes. “Em 2012, neste mesmo dia, nós vendemos R$ 98 mil. Hoje, até este momento (16h), apuramos só R$ 23 mil em vendas. A queda é muito brusca. No ano passado, um sábado de dezembro rendeu R$ 103 mil. Agora, o nosso último sábado resultou em R$ 79 mil. Acredito que não tem mais como recuperar isto”, argumentou a gerente.

Na loja de confecções Asya Fashion, a gerente Erenilce Queiroz acredita que a descentralização de lojas para outras zonas da cidade, colaborou para a queda do movimento no Centro. “O movimento neste ano melhorou, mas ainda está muito fraco. Em um dia como hoje, ninguém conseguia entrar na loja. As pessoas estão pagando muitas dívidas também. Mas eu acredito que o fato de o comércio em locais como as zonas Leste e Norte terem crescido bastante em 2013, fez com que as pessoas deixassem de comprar as coisas aqui, para comprá-las por lá mesmo”, enumerou. Ela, porém, acredita que ainda há tempo para recuperar o ritmo e ter um “feliz natal”. “Nossa expectativa é sempre melhorar. Vamos trabalhar bastante para reverter este quadro nos próximos dias”, garantiu.

As lojas que vendem adereços e artigos natalinos também sentiram o “baque” em seu faturamento. Nádia Barbosa, gerente do Grupo Baiano, disse que a concorrência e a diversificação dos serviços nos bairros, colaborou para a queda do fluxo no Centro. “A concorrência em bairros da zona Leste, na Cidade Nova e na Compensa aumentou bastante. O próprio grupo Baiano acabou abrindo lojas nestas regiões para atender esta demanda. O movimento no Centro ainda está muito abaixo do de outros anos. Espero que a coisa melhore até o dia 24”, comentou Nádia, enquanto arrumava a frente da loja.

Positivo
Apesar do clima de desconfiança, ainda existem lojistas que estão satisfeitos com as vendas neste fim de ano. Francisco Oliveira, gerente da loja de confecções Ponto Mix, disse que o movimento aumentou neste ano graças ao bom estoque que possui. “As pessoas acabam deixando para fazer compras na última hora. Mas as vendas estão muito boas aqui na loja até agora. Acredito que vamos superar os números do ano passado”, afirmou.