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PM atingido em troca de tiros em Coari é investigado por envolvimento com o tráfico

Delegado do município, Costa e Silva, apura denúncia de que policial tentava extorquir traficantes quando foi baleado, em julho deste ano; o solado Elder Feitosa Morais pode ser expulso da corporação

O policial militar foi abandonado em uma canoa no Porto do Coari e agora terá que responder inquérito

O policial militar foi abandonado em uma canoa no Porto do Coari e agora terá que responder inquérito

O soldado da Polícia Militar, Elder Feitosa Morais, poderá ser excluído da corporação por ter se envolvido em um confronto armado com traficantes de droga no Rio Solimões no mês passado.

A informação foi dada nesta sexta (22) pelo comandante geral da Polícia Militar no Estado, coronel Almir David. Na avaliação do coronel, o policial não tem estabilidade para manter-se na corporação. No confronto o soldado foi atingido com dois tiros e foi abandonado no porto da cidade de Coari (a 370 quilômetros de Manaus).

O comandante determinou a instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso, que está sendo presidido pelo major Seixas. Elder que chegou a Manaus em estado grave ficou por mais de duas semanas internado no hospital Platão Araújo se recuperando dos ferimentos. Ele confessou que travou tiroteio com quatro homens no Rio Solimões, mas que só fez por ter sido atacado por ele. O caso aconteceu no dia 7 de julho deste ano.

O soldado disse que estava em uma canoa no Rio Solimões com mais três pessoas, cujos nomes não foram revelados, pescando quando apareceu uma canoa regional com quatro pessoas. Estes, ao vê-los passar, atiraram contra o soldado e seus colegas. Armado com uma pistola calibre ponto 40, da Polícia Militar, ele atirou contra os suspeitos. No confronto, no entanto, ele foi atingido e acabou abandonado pelos colegas. Até a arma do soldado foi deixada com ele no momento em que os seus colegas pediram socorro dos ribeirinhos.

Inquérito

O delegado de Coari, Rafael da Costa e Silva, instaurou inquérito policial para investigar o caso. Ontem por telefone, ele disse estar aguardando o soldado se restabelecer para poder tomar o depoimento dele e esclarecer o assunto. O delegado adiantou, no entanto, que durante as investigações, a polícia descobriu o envolvimento do soldado com os criminosos, fato que deverá ser esclarecido nos próximos dias.

Costa e Silva informou ontem que representou pela prisão preventiva do policial, mas esta não chegou a ser decretada por falta de juiz na 2ª Vara da Comarca de Coari. O delegado disse ainda que veio a Manaus para tomar o depoimento do soldado, mas este se negou a falar alegando que naquele dia estava febril e se sentindo mal.

Segundo o delegado, as primeiras informações que chegaram à polícia é que o soldado estava com mais três pessoas extorquindo traficantes que passam pelo local transportando droga. Ele teria abordado uma canoa regional que trazia 300 quilos de droga para Manaus, onde estavam o peruano Freddye Lopez Vargas, 38, e o colombiano Roldan Osório Villamil que chegaram a ser presos e mais duas pessoas. Freddy teria ficado ferido com um tiro de raspão na cabeça.

Droga

O delegado de Coari, Costa e Silva, informou que os estrangeiros abordados pelo policial militar confessaram que, no momento do confronto, estavam transportando uma remessa de cocaína, de aproximadamente 300 kg, de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus) para a capital.

A droga seguia viagem com os outros três estrangeiros que estavam com eles, mas cujos nomes não foram identificados. A polícia fez buscas pela área, mas não conseguiu encontrar nem os estrangeiros e nem o entorpecente que eles transportavam.