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Palanque duplo no Amazonas é tema espinhoso e pode enfraquecer campanha de Melo

Com uma coligação formada por partidários tanto de Dilma quanto de Aécio, o governador José Melo, que tenta a reeleição, esconde para quem irá pedir votos

Governador José Melo, após a inauguração do Centro de Convenções, disse que, na hora certa, revelará quem apoiará para presidente

Governador José Melo, após a inauguração do Centro de Convenções, disse que, na hora certa, revelará quem apoiará para presidente (Antônio Menezes)

O governador e candidato à reeleição José Melo (Pros) evita afirmar se fará palanque duplo para a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), quatro dias após ter o nome escolhido em convenção para disputar o pleito de outubro. Em entrevista após a inauguração do Centro de Convenções do Amazonas (CCA) Vasco Vasques, ao lado da Arena da Amazônia, o governador disse que fará o anúncio de quem apoiará para o Governo Federal no “tempo certo”.

“Veja bem, todo mundo tem me perguntado isso. Ao meu tempo, na hora certa, no momento certo, eu vou anunciar a disposição minha, do meu governo, de todos nós de quem vamos apoiar (para Presidência da República). Sempre peço desculpas quando me perguntam isso, mas eu sei as razões para agir desta forma”, justificou o governador declarando que a sua preocupação maior é “com o povo da cidade de Manaus e do Amazonas”.

A diversidade de siglas envolvidas na campanha à reeleição de José Melo (Pros) revela a dificuldade da chapa em concentrar apoio a um único presidenciável. A aliança tem partidos aliados nacionalmente em torno da reeleição de Dilma Rousseff (PT) e siglas envolvidas na campanha do senador mineiro Aécio Neves, inclusive a legenda do presidenciável, o PSDB. Um dos mais forte cabos eleitorais do governador é o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB). Esse apoio é estratégico. A capital concentra 55% do eleitorado do Amazonas.

No dia 19 de maio, em visita à presidente Dilma, José Melo garantiu à petista que faria palanque de apoio à reeleição dela depois de obter garantias de que o Governo liberaria recursos para obras viárias no Amazonas.

No evento realizado no dia 26 de junho que anunciou o deputado federal Henrique Oliveira (SDD) como vice na chapa de Melo, o parlamentar ressaltou que o Solidariedade foi o primeiro partido, em âmbito nacional, a declarar apoio à candidatura do senador Aécio Neves.

“Não tem como haver palanque duplo, o governador apoiar um e o vice apoiar outro”, disse o deputado. “Mas, nós vamos encontrar um denominador comum, que seja bom para o Estado do Amazonas”, completou Henrique Oliveira.

Na segunda-feira, durante a convenção do Pros, Melo sequer mencionou a disputa presidencial.

Centro tem estrutura para congressos

O Centro de Convenções do Amazonas (CCA) é dotado de estrutura necessária para a realização de congressos, fóruns, exposições, entre outros eventos que movimentem grande contingente. O complexo possui 8 mil metros quadrados e capacidade para abrigar até 4,5 mil pessoas.

A obra custou R$ 45 milhões e sofreu alterações no projeto inicial para que pudesse ter acesso integrado à Arena da Amazônia. A espaço possui 100 vagas de estacionamento, seis salas moduladas para atender eventos de até 2,5 mil pessoas sentadas, além de salas para pequenos congressos, exposições, espaço de convivência, cozinha, banheiros elevadores, gerador de energia e central de atendimento.

O CCA recebeu o nome do empresário Vasco Vasques, pioneiro no ramo da hotelaria no Estado do Amazonas. Vasques constituiu os complexos turísticos “Janauarylândia” e “Cacau Pirera” e a Agência Selvatur Ltda. Foi representante da American Express, Exprinter, Lloyd Brasileiro, Agência Abreu, TAP, Polvani, e outras companhias internacionais, todas no segmento do turismo.

Em 1962, fundou o Hotel Amazonas. Sob sua administração, e a de seus sócios e funcionários, o hotel foi ampliado de 48 para 200 apartamentos. Vasco Vasques faleceu em março de 1976, em Manaus.