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Paralisação de professores deixa alunos fora das salas

Professores da rede municipal de Iranduba acampados em frente à sede da prefeitura reivindicam férias dos servidores administrativos de 2013, o repasse dos valores descontados com empréstimo consignado, a prestação de contas do Fundeb, falta de merenda escolar e de transporte para os estudantes

Paralização já vinha sendo cogitada por professores que não conseguem audiência com o prefeito do município

Paralização já vinha sendo cogitada por professores que não conseguem audiência com o prefeito do município (Luiz Vasconcelos)

Os professores e servidores administrativos das escolas municipais de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) iniciaram, ontem, uma paralisação que só deve terminar quando uma comissão for recebida pelo prefeito do município, Xinaik Medeiros (PTB). Com 10 pautas de reivindicação, aproximadamente 200 professores estão acampados na praça dos Três Poderes.

Segundo a delegada  do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Marcilia Pizano, a última reunião com o prefeito aconteceu em junho e lá ele prometeu  que muitos problemas  seriam resolvidos, porém isso não aconteceu e desde então a categoria não foi mais recebida. “Acabou o dialogo, nós tentamos de todas as formas conversar, mas não fomos mais recebidos”, disse. 

Entre as pautas de reivindicações está o pagamento das férias dos servidores administrativos de 2013, o repasse dos valores descontados na folha de pagamento dos servidores com empréstimo consignado, a prestação de contas de 2013 e 2014 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), falta de merenda escolar e de transporte para os estudantes.


De acordo com Marcilia, na comunidade Serra Baixa a escola Santa Luzia paralisou as atividades porque o pagamento do transporte escolar está atrasado dois meses. Além disso, a falta de merenda escolar tem sido um problema recorrente em várias escolas do município.

A professora de português Ivani Pizano conta que na escola Creuza Abis Farah os problemas vão desde a falta de merenda escolar até a estrutura precária do prédio que está com goteiras, banheiros quebrados e com número insuficiente de cadeiras.

O prefeito Xinaik Medeiros informou que o pagamento da categoria está em dia e o repasse de merenda e transporte está normal. Ele atribui a paralisação a movimentos políticos do município e disse que o departamento jurídico foi acionado para resolver a situação.

Sobre a falta de pagamento dos empréstimos consignados dos servidores Xinaik explicou o repasse está sendo feito, porém devido a um convênio firmado na gestão anterior entre a prefeitura e a Caixa Econômica Federal, os empréstimos de todas as categorias estão relacionados. “Se algum servidor da saúde, por exemplo, deixar de pagar a caixa coloca o nome de todos no SPC, mas estamos trabalhando para resolver essa situação”, explicou.