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Pastor forja o próprio sequestro para despistar traição à esposa

Ao relatar o suposto sequestro na delegacia de Santa Catarina, o pastor entrou diversas vezes em contradição e acabou confessando o real motivo da armação

Investigador contou que durante duas horas o pastor João Emílio permaneceu mentindo durante depoimento

Investigador contou que durante duas horas o pastor João Emílio permaneceu mentindo durante depoimento (Divulgação)

Uma notícia, digamos inusitada, está ganhando bastante repercussão nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (09). O fato trata-se de uma comunicação falsa de sequestro, que mobilizou a Polícia Militar na madrugada da última sexta-feira (06) em Joaçaba (SC).

De acordo com informações do site Jornal Eletrônico Rondoniaovivo.com, por volta de 1h, a PM recebeu a informação que um homem foi abordado, amarrado e colocado no porta-malas do seu próprio veículo, por três elementos. As viaturas realizaram buscas em Joaçaba e Herval d´Oeste, até que um amigo da vítima informou que ele conseguiu se comunicar pelo celular.

O veículo foi localizado às 2h estacionado em frente à Unidade Avançada do Corpo de Bombeiros, Rua Severino Remor na Cidade Alta. Quando os policiais abriram o bagageiro, encontraram João Emílio de Andrade, 43 anos, amarrado com uma gravata, com as mãos para trás. Ele foi encaminhado pelos bombeiros ao Hospital Universitário Santa Terezinha, pois reclamava de dores na cabeça devido a pancada que, supostamente, recebeu dos sequestradores.

Contradições

Porém, na delegacia o sequestro começou a ganhar versões contraditórias da vítima. Inicialmente o homem, que é missionário na Igreja Assembleia de Deus, contou que os elementos haviam lhe agredido com uma pancada na cabeça e o sequestraram por retaliação. No entanto, os policiais notaram que a vítima não apresentava nenhum ferimento na cabeça e começaram a desconfiar. 

Sequestro armado

Segundo o missionário, a ação foi realizada por traficantes que estariam descontentes com seu trabalho social de recuperar drogados. O investigador da DIC (Divisão de Investigações Criminais) Edson Tonielo, contou que durante duas horas João Emílio permaneceu mentindo, e após contradições, acabou revelando a verdade.

“Ele confessou ter forjado o sequestro para enganar a mulher, pois na verdade estava com a amante”, informou Edson.

O fato de estar com o celular no bagageiro também chamou a atenção do investigador que conseguiu arrancar a verdade. Conforme Edson, o amigo do homem que chamou a Polícia, não sabia de seus planos e também foi enganado. João Emílio de Andrade assinou um termo circunstanciado e vai responder por falsa comunicação de crime. Ele já foi liberado.