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Peladão ganha as páginas do New York Times no domingo (6)

Maior campeonato de futebol amador do mundo, além do torneio que elege a rainha do evento, foram destaques na edição do jornal americano

‘Outros belos jogos do Brasil’ é o título da matéria do jornal americano, em referência tanto às partidas de futebol quanto ao concurso de beleza

‘Outros belos jogos do Brasil’ é o título da matéria do jornal americano, em referência tanto às partidas de futebol quanto ao concurso de beleza (Reprodução/The New York Times)

O maior campeonato de futebol amador do mundo, o Peladão, promovido há 41 anos pelo Jornal A CRÍTICA, ganhou no domingo (6) as páginas do diário americano “The New York Times”. A matéria, assinada pelo repórter Jeré Longman e reproduzida no site, mostra histórias e curiosidades acumuladas ao longo dessa trajetória, mas também – e principalmente – traduz a importância do evento para o esporte local e a valorização da mulher amazonense.

Brenda Pontes, de 19 anos, a atual Rainha da competição, é a personagem principal da reportagem, relembrando sua trajetória até a conquista da coroa. Longman também ouviu nomes como Kid Mahall, produtor e diretor do reality show “Peladão a Bordo”, Arnoldo Santos, radialista que organiza o torneio desde 1998, e Messias Sampaio, o idealizador do torneio.

“No Brasil, toda promoção bem-sucedida precisa envolver futebol e mulher. Se você não tiver esses elementos, não vai fazer sucesso”. O autor da frase é Messias, de 69 anos, que criou o campeonato em 1973, como jornalista de A CRÍTICA, no que seria tanto um incentivo ao esporte local quanto uma forma de aumentar as vendas de domingo. Passados 41 anos, o Peladão não só está firme e forte como é um estrondoso sucesso, envolvendo mais de 1.100 equipes, todas com suas respectivas musas.

A estrutura do campeonato, no qual a candidata a Rainha pode não só desclassificar como “ressuscitar” um time, e seu crescimento ao longo das últimas décadas são analisados pela reportagem. Brenda resume o que a conquista da coroa simboliza para muitas mulheres amazonenses: “Só existem duas rainhas no mundo: Elizabeth, da Inglaterra, e eu”. O depoimento da candidata Márcia de Almeida Lobo, 34, também participante da última edição do “Peladão a Bordo”, reforça essa aspiração: “’Eu via as rainhas, essas mulheres lindas, segurando a bandeira na frente do time (...) ‘A única coisa que eu pensava era que, um dia, eu também queria ser a Rainha do Peladão’”.

Alegria e popularidade

Surgido em meio ao período mais sombrio da ditadura militar, o campeonato ajudou a alegrar grande parte dos amazonenses, além de servir de vitrine do esporte local no fim dos anos 1970, quando a abertura política e os incentivos à Zona Franca marcaram um período fervilhante na capital.

Sendo um campeonato amador, com muitas partidas disputadas em quadras de bairros e protagonizadas por “atletas de fim de semana”, histórias curiosas ou engraçadas não faltam. O primeiro desfile das Rainhas, em 1974, em frente à Igreja de São Sebastião, no Centro de Manaus, foi marcado por críticas do padre, que viu muitos fiéis abandonarem a missa para admirar as belas mulheres. Partidas noturnas iluminadas por faróis de carros, juízes perseguidos por cachorros e outros “causos” também são relembrados por Longman no texto.

Atualmente com mais de 23 mil atletas amadores inscritos, e edições anuais de setembro a janeiro, que incluem campeonatos para mulheres, índios, crianças e equipes do interior, o Peladão não para de crescer. A entrada em cena do reality “Peladão a Bordo” trouxe ainda mais glamour e popularidade ao evento. ]

A Rede Calderaro de Comunicação (RCC), grupo que há 41 anos apoia essa iniciativa, constata com orgulho que a atenção mundial voltada a Manaus, por ocasião da Copa do Mundo, também reconhece a importância de um torneio que, longe dos gramados oficiais, dos jogadores tarimbados e das torcidas gigantescas, também é tão brasileiro e especial quanto, nas palavras de Jeré Longman, “aquele outro campeonato” – “a Copa do Mundo”.