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Polo Industrial de Manaus fecha o ano com crescimento de 2,4%

A economia industrial do Amazonas cresceu menos que os anos anteriores, mas foi considerada satisfatório pela Fieam, apesar da influência da alta do dólar e estagnação de alguns setores como o polo metalúrgico e de duas rodas. O PIB da indústria chegou a avançar 2,4%

Governador Omar Azizi em visita à fábrica da Samsung, uma das maiores plantas do distrito industrial

Governador Omar Azizi em visita à fábrica da Samsung, uma das maiores plantas do distrito industrial (J. Renato Queiroz)

O Polo Industrial de Manaus (PIM) está fechando 2013 com um faturamento de cerca de US$ 39 bilhões, o que representará um crescimento de aproximadamente 4% em comparação com 2012. Em relação aos subsetores da indústria, as perspectivas de crescimento são maiores nos bens de informática, no mecânico, termoplástico e relojoeiro, entre outros.

As previsões foram feitas pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, no final de dezembro. O empresário acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,4% e 2013, e não mais que 2,1% em 2014. Ainda assim, ele prevê que o Brasil conseguirá um crescimento mais consistente no ano que vem, resultado das concessões na área de infraestrutura, o que deve acelerar os investimentos no país.      

Para Antonio Silva, o desempenho do PIM, em 2013, foi satisfatório, se considerarmos os inúmeros obstáculos superados no transcorrer do ano. “Estimamos obter um significativo crescimento de faturamento em dólar no subsetor de bens de informática, que deverá atingir em torno de 37%, e no subsetor mecânico, com previsão de crescimento de 14%. Entretanto, em alguns subsetores deveremos registrar queda no nível de faturamento em dólar, como no eletroeletrônico, estimado em -1,4%, e o de duas rodas em -3,5%”, disse ele.

Em real, de acordo com as previsões do presidente da FIEAM, o faturamento do PIM deverá atingir valor superior a R$ 83 bilhões, o que representará um crescimento de 13% em relação a 2012. Na comparação, pela moeda nacional, a grande maioria dos subsetores registrará crescimento significativo, inclusive no eletroeletrônico (8%), químico (7%) e duas rodas (6%). O índice de faturamento dissonante é o do subsetor metalúrgico com decréscimo de -3,7%.

Nas exportações, segundo Silva, deveremos chegar muito próximos a US$ 1 bilhão no final de 2013, devendo superar o ano passado em aproximadamente 15%. Já nas importações, a tendência é de um montante de US$ 12 bilhões, superando o ano anterior em cerca de 9%. Segundo Silva, apesar do pequeno volume de exportação, a Zona Franca de Manaus tem um potencial muito grande de substituir importações de produtos acabados, que, sem os benefícios fiscais, fatalmente seriam adquiridos do exterior, pois seria muito difícil competir em preço e qualidade em outra parte do Brasil.

Para Antonio Silva, mesmo com a velocidade das mudanças tecnológicas e econômicas, e a extrema exposição à concorrência global e interna, o Modelo Zona Franca de Manaus e seu Polo Industrial permanecem competitivos, em que pese a urgente necessidade de investimentos públicos e privados na infraestrutura de transporte e logística.

Silva diz que, em 2014, as questões relacionadas com o ICMS Interestadual, com a reforma tributária fatiada, com a recuperação da BR-319 e com as necessidades de investimentos em infraestrutura, vão ocupar bastante espaço nas agendas dos órgãos promovedores do desenvolvimento, do Governo do Estado, da classe política e das entidades de classe patronais e laborais, que batalham pela manutenção do progresso e do bem estar do povo amazonense.

“Inegavelmente, temos que manter os benefícios do modelo para termos condições de continuar crescendo, mas temos o dever de propor e priorizar novas alternativas. Opções que possam contribuir para nossa total independência econômica na exploração responsável e sustentável das nossas riquezas naturais e renováveis”, disse.

Antonio Silva lembra que, em 2014, a economia amazonense será beneficiada significativamente com o advento da Copa do Mundo de futebol que deverá incrementar o consumo no mercado nacional, principalmente em razão da forte demanda por produtos eletroeletrônicos de entretenimento, favorecendo o subsetor de maior produção e faturamento do PIM.

Com base nos últimos indicadores do PIM divulgados pela Suframa, Antonio Silva comemorou o recorde histórico no número de empregos gerados em 2013, com destaque para o mês de outubro, que fechou em 7.837 contratações. A previsão, segundo ele, é que a indústria feche o ano com cerca de 130 mil empregados, número bem superior ao melhor resultado até hoje, de 2011, com 126.649 empregos diretos.