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Prefeito de Apuí reclama de demora do governo no auxílio às cidades afetadas pela cheia

Segundo Adimilson Nogueira, pedido de ajuda foi feito há duas semanas, no auge da enchente, mas o reconhecimento só chegou nesta terça (18), quando os problemas mais graves já foram contornados

Trecho da rodovia Transamazônica que dá acesso a Apuí

Trecho da rodovia Transamazônica que dá acesso a Apuí (J. Renato Queiroz/ 4/jun/2007)

Uma portaria do Ministério da Integração Nacional publicada nesta terça-feira (18) no Diário Oficial da União reconheceu situação de emergência em 12 municípios atingidos pelas chuvas: Apuí e Envira, no Amazonas; Barra do Bugres, Confresa, Ipiranga do Norte, Matupá, Mirassol D'Oeste, Nova Guarita, Nova Santa Helena e Pontal do Araguaia, em Mato Grosso; e Medicilândia, no Pará.

Com isso, o Amazonas poderá ter direito a ajuda federal, inclusive financeira, no apoio às vítimas e outras situações emergenciais. De acordo com o texto, a situação foi reconhecida como tal em razão de problemas provocados pelas fortes chuvas que atingem a região, como inundações e enxurradas.

Para o prefeito de Apuí, Adimilson Nogueira (DEM), porém, é um apoio que chega tarde demais para realmente fazer diferença. “Faz duas semanas que atingimos o nível mais preocupante da cheia aqui no município, quando entramos com o pedido de ajuda federal, mas só agora esse reconhecimento chegou. Apesar de ainda termos 28 famílias desabrigadas em função da enchente, o período mais difícil já foi superado, graças à Defesa Civil estadual, que foi quem nos deu todo o apoio”, afirma.

Segundo Adimilson, o aeroporto e as principais estradas que ligam Apuí a outros municípios do Amazonas ficaram inacessíveis por causa das chuvas, afetando o abastecimento da população e vários serviços básicos, como hospitais e mercados. Graças à ajuda do Estado e da própria população, porém, a rotina da cidade vem sendo restabelecida.

Apuí, localizado no Sul do Amazonas, não está submerso, mas permanece isolado por conta da cheia que atinge a rodovia Transamazônica, sua principal via de acesso para o deslocamento da população e o abastecimento em geral da cidade.

“Infelizmente, o processo para obter o reconhecimento de situações de emergência é muito lento, o que nos deixou entregues aos nossos próprios recursos. Mas, graças a Deus, a cheia já vem perdendo força em várias cidades, e a única situação que continua grave ainda é a de Humaitá. No entanto, essa questão precisa ser reavaliada com urgência pelo Governo Federal, porque a ajuda às vítimas de enchentes e outras catástrofes precisa acontecer em tempo hábil, e não tempos depois do ocorrido”, reclama o prefeito, que reforçou que não utilizará os recursos federais.

* Com informações adicionais da Agência Brasil.