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Prefeito de Rio Branco decreta estado de calamidade pública; rio Acre se aproxima da marca histórica

São 37 bairros e 22 comunidades rurais incluídas nesta condição e quase 100 mil pessoas atingidas pelas águas do principal rio do Estado, o rio Acre, que chegou à marca de 17,64 metros, segundo medição realizada às 15 horas (16h em Brasília)

Casas e comércios foram invadidos pela água. Os prejuízos ainda não foram calculados

Casas e comércios foram invadidos pela água. Os prejuízos ainda não foram calculados (Liliana Spinoza/Reuters)

O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, decretou situação de calamidade pública na capital do Acre na tarde neste domingo (26), devido às cheia dos rios do Estado. São 37 bairros e 22 comunidades rurais incluídas nesta condição e quase 100 mil pessoas atingidas pelas águas do principal rio do Estado, o rio Acre, que chegou à marca de 17,64 metros, segundo medição realizada às 15 horas (16h em Brasília).

O transbordamento do rio, que está 3,64 metros acima do limite, é o principal causador das enchentes que já atingem 18% da população local.

Boletim da Defesa Civil aponta que 130.301 pessoas foram atingidas pelas cheias dos rios Acre em Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Porto Acre, Rio Branco; do rio Purus em Santa Rosa, e Manoel Urbano; Iaco em Sena Madureira e Juruá, em Cruzeiro do Sul.

O decreto de calamidade pública delimita ruas, bairros e comunidades rurais atingidos com base no Sistema de Georreferenciamento da prefeitura de Rio Branco, e permite que a Defesa Civil entre nas residências localizadas na região para prestar socorro ou determinar evacuação.

Quase 20 mil estudantes de 24 escolas urbanas e 30 rurais dos ensinos fundamental e médio foram atingidos direta ou indiretamente pela enchente do Rio Acre em Rio Branco, e tiveram as aulas prejudicadas. Além disso, a cheia comprometeu o funcionamento de 12 unidades de saúde na capital.

Neste sábado, a Eletrobrás Distribuição Acre ampliou a área de suspensão de energia elétrica no entorno das áreas alagadas por medida de segurança. Agora, 15% das unidades consumidoras estão sem energia elétrica representando 16 mil imóveis.

As ações de atendimento às vítimas das cheias dos rios no Acre têm ações coordenadas entre as três esferas de governo. São 113 pessoas da Defesa Civil Nacional, Corpo de Bombeiros da Força Nacional e Força Nacional do SUS, 788 homens do Exército Brasileiro e 16 homens da Aeronáutica.

Servidores públicos do Acre e centenas de voluntários civis participam de atividades de remoção das famílias de áreas alagadas e atendimento nos seis abrigos públicos da capital, que tem 24.766 imóveis atingidos.

A maioria dessas pessoas está em casa de parentes e amigos, com 1.693 famílias alojadas em abrigos públicos, totalizando 6.365 pessoas. No interior são 31.293 pessoas em abrigos e casas de parentes e amigos.

Para o município de Brasileia, um dos mais afetados pela cheia do rio Acre e que cobriu 95% da área urbana, foram enviados ontem carros pipa para auxiliar na limpeza.

Uma equipe de engenheiros analisa a situação do solo da cidade, que sofre deslizamentos de terra com a vazante. A Defesa Civil considera que o fenômeno possa ocorrer também em Rio Branco e já monitora as duas margens de oito bairros de Rio Branco.

Na tarde deste domingo, homens do Exército reforçaram as equipes das polícias civil e militar nas áreas alagadas para coibir saques e a realização de ligações clandestinas de energia nas áreas alagadas.

Na última sexta-feira (24), um jovem voluntário de apenas 19 anos morreu depois de sofrer uma descarga elétrica ao tocar em um fio em um dos bairros em que a energia já havia sido suspensa.

O morador, inconformado por ficar sem energia, fez uma ligação clandestina. Nove patrulhas farão as rondas nos bairros mais atingidos com o apoio do Exército.