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Presidente da CPI da Petrobras pede que PF apure denúncia sobre vazamento de perguntas

Segundo denúncia da revista Veja, dirigentes da Petrobras "tiveram acesso antecipado às perguntas e foram treinados para responder aos questionamentos” durante sabatina da CPI no Senado

Em audiência em maio de 2013, Graça Foster falou da confiança dos investidores na empresa

Graça Foster, presidente da Petrobras, seria uma das que teriam recebido antecipadamente perguntas feitas durante a CPI (Geraldo Magela/Agência Senado)

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou que se reuniu nesta terça (5) com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para pedir que o órgão apure denúncias, publicadas na última edição da revista Veja, de que dirigentes da Petrobras tiveram acesso antecipado às perguntas que seriam feitas durante a CPI no Senado.

Segundo a revista, a presidenta da Petrobras, Graça Foster; o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli e o ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró "tiveram acesso antecipado às perguntas e foram treinados para responder aos questionamentos“ da comissão.

"O fato colocado na revista Veja suscita investigação", disse o senador, lembrando que na segunda-feira (4) pediu à Diretoria-Geral do Senado a abertura imediata de sindicância para investigar a suposta participação de servidores em vazamento de informações aos depoentes da CPI.

Sobre a sindicância, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), adiantou que vai atender ao pedido do senador Vital do Rêgo e autorizar a investigação interna. "A CPI é uma instituição que não pode sair arranhada. É um instrumento fundamental de fiscalização e de cumprimento do papel do Legislativo. Então, é preciso esclarecer tudo na forma do que foi denunciado", destacou. Renan defendeu ainda continuidade sem prejuízo das atividades da CPI.

Segundo o senador Vital do Rêgo, a CPI da Petrobras no Senado ainda tem um mês e meio de trabalho pela frente, até apresentação do relatório, e os trabalhos serão mantidos.  "Vamos continuar na apuração dos fatos. É a nossa missão. A CPI não pode ser suspensa até por um dever constitucional e institucional do Senado".

No primeiro dia do esforço concentrado do Congresso, o assunto estava entre os mais comentados entre parlamentares do governo e da oposição. A senadora Vanessa Graziotion (PCdoB-AM), uma das mais atuantes na CPI da Petrobras no Senado, cobrou apuração das denúncias.

"Eu reprovo porque isso não é comum, é completamente desnecessário, porque todas as perguntas feitas pelo relator são perguntas óbvias que qualquer senador faria e os depoentes já deveriam estar preparados para aquele tipo de pergunta. Se isso tiver ocorrido, e eu não sei se ocorreu, não é algo aceitável e é completamente desnecessário".