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Presídio de Manacapuru (AM) sofre terceira fuga em menos de seis meses e seis escapam

Os presos escaparam após romperam uma cerca de arame que fica nos fundos da unidade prisional. O local, que tem capacidade para 27 detentos abriga, hoje 105 prisioneiros em apenas seis celas

Terceira fuga de presos em presídio de Manacapuru em menos de três meses.

Terceira fuga de presos em presídio de Manacapuru em menos de três meses. (Reprodução/Voz de Manacapuru)

Seis detentos do presídio Desembargador Ataliba David Antônio, localizado no município amazonense de Manacapuru (distante 84 quilômetros da capital), fugiram no início da noite desta quinta-feira (17), enquanto tomavam o banho de sol, cortando uma cerca de arame localizada nos fundos do local. É a terceira fuga de presos registrada na unidade prisional em menos de seis meses. Para o diretor do presídio, contar com apenas cinco funcionários para cuidar de mais de uma centena de criminosos é complicado.

De acordo com o diretor Itaner Pinheiro Filho, as condições do presídio são muito precárias e a possibilidade de que as fugas continuem ocorrendo são grandes. A penitenciária foi construída para receber 27 detentos, mas 105 prisioneiros se amontoam ao longo de seis celas. Além disso, apenas um carcereiro e quatro policiais ficam responsáveis pelos presos por turno.

A situação do presídio de Manacapuru inspira cuidados, tanto que o diretor estuda a remoção de alguns detentos para o conserto de um dos portões do local. “O prédio é antigo e precisa de uma reforma com urgência. Tem um portão que está para cair. Vou tentar remover alguns presos para a delegacia da cidade enquanto mandamos soldar o portão”, disse Pinheiro.

Ainda segundo o diretor da penitenciária, os criminosos que escaparam não são de alto grau de periculosidade. A maioria responde pelos crimes de roubo e furto, enquadrados nos artigos 155 e 157 do Código Penal Brasileiro. Um outro fugitivo responde pelo crime de violência doméstica, que corresponde ao artigo 147. 

Os seis fugitivos são: Eduardo Henrique Encarnação da Costa, Dyeneci de Lima Ferreira, Zenildo Lima de Almeida, Messias dos Santos, Alessandro da Costa Feitosa e Francimar de Moraes Almeida.

De acordo com comunicado oficial enviado à imprensa, o Comando de Policiamento do Interior (CPI) da PM destinou 30 policiais militares para os trabalhos de recaptura dos seis presos que fugiram da unidade prisional.

A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) acionou a PM assim que comunicada da fuga e abriu sindicância para apurar as circunstâncias do ocorrido. De acordo com o comandante do CPI, coronel Marcos Brandão, estão sendo utilizadas oito viaturas, entre as quais uma lancha para patrulhas fluviais, no trabalho de recaptura.

Fugas constantes

No dia 23 de junho deste ano, dois homens fugiram do presídio no momento em que a Seleção Brasileira goleava a equipe de Camarões pela Copa do Mundo. Frank Almeida e Josenildo Rodrigues de Andrade, o “Acreano”, aproveitaram o banho de sol no mesmo horário da partida e fugiram. Só foi notada a falta dos criminosos na hora da contagem dos presos, horas depois.

Outro episódio que mostrou a fragilidade da penitenciária ocorreu no dia 12 de abril de 2014, quando três presos fugiram do local no momento da visita. Ítalo Jordão da Silva de Sá, Jair Feitosa de Souza, o “Boca Rica”, e Willians Santana Sales aproveitaram a distração dos vigilantes do presídio e escaparam.

O fato mais inusitado que aconteceu no local este ano se deu na madrugada do dia 19 de maio. Por conta da falta de energia na cidade, os presos arrebentaram os cadeados das celas e foram todos para o pátio da prisão, reclamando das altas temperaturas dentro do presídio do interior do Amazonas.

De acordo com o diretor do presídio, o calor era muito intenso e os presos começaram a passar mal. Naquela ocasião, 97 detentos passaram a noite na área externa usado para o banho de sol, e somente no dia seguinte foram recolhidos para o cárcere coletivo.