Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Professores do Amazonas ainda sem formação adequada, aponta Governo Federal

Números do Governo Federal revelam que apenas 16,9% dos que atuam no Ensino Médio no Amazonas têm formação

No IEA, onde 750 educadores fizeram a avaliação, titular da Seduc disse que a secretaria está cumprindo lei de 2004

Baixos salários contribuem para falta de profissionais; prova realizada em abril, pela Seduc, entre docentes para que pudessem obter progressão horizontal (Divulgação)

Enquanto no Brasil pouco mais da metade dos professores do Ensino Médio da rede pública, em torno de 55%, não têm formação específica na área em que leciona, no Amazonas a conta é bem maior e chega a 83%, segundo dados de um levantamento inédito realizado pelo Instituto de pesquisas do Ministério da Educação (Ipea), com base no Censo Escolar de 2012.

Em números absolutos, os 55% de professores brasileiros sem formação específica correspondem a aproximadamente 280 mil, segundo o Inep, apontando que a situação fica pior quando se trata de formação específica, especialmente no caso das disciplinas de ciências exatas como Química, Física e Matemática. No Amazonas, apenas 16,9% dos professores que atuam nas escolas têm formação ideal.

Uma das tentativas de amenizar o déficit foi a criação do Programa de Formação de Professores (Parfor), na modalidade presencial, junto a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes), responsável pelo programa, cujo objetivo é induzir e fomentar a oferta emergencial de vagas em cursos de educação superior gratuitos, nas modalidades presencial e a distância, para professores em exercício na rede pública de educação básica. O curso garante a formação exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Capacitar
A coordenadora do Parfor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), professora Edilza Laray, discorda do quadro apresentado em relação ao Estado, divulgado pela pesquisa, pois estariam defasados.  Como as três instituições públicas de ensino superior, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifam) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) estão atuando na formação de professores, os números vêm se alterando. Atualmente, a coordenadora revela que estão em funcionamento 202 turmas, com um total de 5.681 professores em formação.

Já formados, pela Ufam e UEA, são 869 na modalidade primeira licenciatura, que é aquele professor que está em sala de aula e só tem Ensino Médio. A segunda licenciatura é oferecida para o professor que formado numa disciplina, mas que leciona em outra.

Pelos dados da UEA baseados no Inep, hoje 67.03% dos 15.872 professores têm formação em nível do superior, em termos numéricos: 15.872 professores. Na Seduc, são 15.408 professores formados atuando, o que significa 97.98% do total com Ensino Superior.

O coordenador do programa pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professor Sidney Netto, destaca o fato das instituições de ensino superior estarem no programa da Capes para falar das turmas em andamento. Segundo ele, as aulas recomeçam na próxima segunda-feira, 6, em todas as áreas das licenciaturas. Sidney observa que, ao contrário do que acontece na capital, no interior o abandono aos cursos de licenciaturas é de menos de 15%. O que é preciso é garantir que os formados sejam encaminhados para as salas de aula.

Sidney considera a necessidade de se criar incentivos para despertar os alunos a estudar áreas como a Física, Química e Matemática, onde a necessidade de quadros é infinitamente maior. Embora haja incentivos pela Capes para os alunos, esses cursos são os menos procurados.  Segundo ele, o Amazonas está entre os piores por conta do tamanho do Estado. E até há 10 anos, não havia instituição de ensino superior no interior, ou seja, as aulas de ciências exatas, por exemplo, eram ministradas por funcionários públicos da área de engenharia, ou seja, sem a formação específica.

Evasão contribui com quadro
Na avaliação do professor Edson Melo, coordenador do ensino médio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a evasão dos estudantes das áreas de licenciaturas cria um “buraco sem fundo” para atender a demanda das escolas.

Ao defender uma política definitiva pelo Governo Federal, com mais recursos para a área de formação, Melo lamenta que o Plano Nacional de Educação (PNE) esteja há dois anos na Câmara dos Deputados.

Ao aderir ao Parfor proposto pelo MEC, a Seduc espera poder reverter o quadro de falta de professores com licenciatura que reflete no ensino médio. Ele disse que aposta em novos olhares da academia para essa crise.