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Professores da rede pública anunciam paralisação geral de três dias, em Manaus

Trabalhadores decidiram em Assembléia a suspensão das atividades nos dias 28, 29 e 30 deste mês. Entre as exigências estão mudanças em relação ao reajuste salarial, benefícios e revisão no Plano de Cargos, Carreiras e Salários

Manifestação dos professores em frente a ALEAM

No dia 2 deste mês, professores realizaram manifestação em frente a ALEAM (Antonio Menezes)

A Associação Movimento dos Professores em Luta de Manaus (Asprom), grupo dissidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), irá realizar uma paralisação de advertência durante três dias no fim do mês de abril nas escolas estaduais e municipais de Manaus para chamar atenção às reivindicações da classe. Os professores esperam uma adesão de 100%, atingindo um número maior do que à greve de 2013, quando 70% dos professores aderiram à causa.

A decisão foi tomada durante assembléia geral realizada nesta sexta-feira (11), convocada pela Asprom em conjunto com os movimentos de base, onde compareceram cerca de 200 professores. Foi decidido, então, as imposições que serão feitas à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A paralisação está prevista para os dias 28, 29 e 30 de abril. Na Seduc, a intenção é cobrar do Governo a agilização da data-base do reajuste salarial, que estava previsto para o dia 1° de março e até agora não entrou em vigor. “A data não foi respeitada e estamos na iminência de ficarmos sem esse reajuste. Então vamos parar para dizer pro Governo que não vamos mais aceitar esse desrespeito”, afirmou Lambert Melo, coordenador de comunicação da Asprom.

No dia 29, a paralisação será feita dentro das próprias escolas, enquanto no dia 29 um ato público acontecerá na frente da Sede do Governo – localizada na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste. Já no dia 30, os professores irão se reunir na Praça do Congresso, nas esquinas da rua Monsenhor Coutinho com a avenida Eduardo Ribeiro, no Centro, para uma passeata rumo à Praça Dom Pedro2, onde fica o Paço da Liberdade.

Segundo ele, uma proposta tem que ser encaminhada à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) imediatamente para que a negociação seja feita diretamente com os deputados estaduais, “já que o Governo do Estado não quis dialogar”. Os profissionais da Seduc, cerca de 30 mil professores em todo o Amazonas que ganham como salário base R$ 1,200 bruto, pedem 20% de reajuste salarial, além de benefícios como plano de saúde, auxílio alimentação, vale transporte e a homologação da lei que estabelece uma certa quantidade de alunos por sala de aula (35 no ensino médio, 30 no ensino fundamental 2, 25 no ensino fundamental 1 e 20 na educação infantil).

Já os profissionais da Semed – que ao todo somam 12 mil em Manaus – farão, além da paralisação nos dias 28 e 29, a mesma caminhada rumo ao Paço da Liberdade, onde pretendem ser recebidos pelo prefeito Arthur Virgílio Neto. Eles cobrarão a imediata revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

“Existe uma comissão interna no órgão que foi criada pelo Pauderney (Avelino, então secretário municipal de educação) para que elaborassem essa proposta. Chegou a ser entregue mas ele saiu da pasta e, até agora, o Humberto Michiles (novo titular) não encaminhou à Câmara Municipal e nós não sabemos o motivo”, afirma Lambert, lembrando que no último dia 2 cerca de 600 professores fizeram uma manifestação em frente a Semed e Michiles não apareceu para o diálogo nem recebeu ninguém da associação. A proposta revisiona todo o PCCR e estabelece um reajuste salarial de aproximadamente 20%, em cima do salário base de R$ 1,200 bruto.

“Acreditamos que vamos ter 100% de paralisação”, prevê Lambert, baseado em sua experiência. “Esse ano a insatisfação está muito maior do que ano passado, quando 70% dos professores aderiram à causa, principalmente pelo desrespeito praticado pelo Omar Aziz quando ainda era governador, que assinou um decreto retirando verbas da educação para pagar contas do Estado, como energia e água. A categoria está revoltada”, acrescenta.

A Asprom conta atualmente com 500 associados e pretende, no segundo semestre deste ano, dar início a uma campanha de associação, onde o número pode saltar para 3 mil.

A reportagem tentou contato com a Seduc e a Semed por meio de assessoria de imprensa, porém não obteve sucesso. 

Histórico de lutas

Não é a primeira vez que a Asprom tenta dialogar com o Governo Estadual sobre essas demandas. No dia 16 de maio de 2013, professores se reuniram na frente da ALE-AM para discutir o reajuste.

Já no dia 23 do mesmo mês, os profissionais fizeram um protesto silencioso, paralisando suas atividades e ficando nas salas dos professores dos colégios. No dia seguinte, cerca de 2 mil professores realizaram um ato na frente da Sede do Governo, localizada na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste da capital.

O mais recente ato ocorreu justamente no dia 2 de abril, quando mais de 500 professores ligados a Asprom se reuniram na frente da Semed - localizada na avenida Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife), 2549, Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul – e marcharam rumo à ALE-AM, onde participaram de uma audiência pública, sem muito resultado.

Como a Asprom opera de forma independente do Sinteam, representantes da associação questionaram a legitimidade da proposta de reajuste salarial de 10% e o pagamento reatroativo da data-base referentes aos meses de março a maio apresentada pelo Sinteam em maio de 2013.