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Promessa de Internet mais rápida no interior do Amazonas

Projeto do Governo do Estado, orçado em R$ 20 milhões, visa integrar, por meio de fibra ótica, 22 municípios do Amazonas

Municípios do interior sofrem com a precariedade do serviço de Internet. No Amazonas, existem 767 Km de fibra ótica

Municípios do interior sofrem com a precariedade do serviço de Internet. No Amazonas, existem 767 Km de fibra ótica (Raphael Alves)

O Governo do Amazonas promete apresentar, no próximo dia 23, ao Ministério das Comunicações projeto de quase R$ 20 milhões para conectar Coari, Anamã, Anori, Codajás, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba ao cabo de fibra ótica instalado no gasoduto Urucu-Coari-Manaus.

A iniciativa faz parte de um projeto maior que visa integrar, por meio de fibra ótica, 22 municípios do Amazonas. Os sete municípios ficam no traçado do gasoduto e, há um ano e três meses, desde que a obra foi inaugurada (em novembro de 2009), aguardam pelo prometido acesso à Internet de alta velocidade.

O serviço vai ser proporcionado pela conexão com a linha de fibra ótica que percorre os 660 Km de dutos. A tubulação transporta o gás natural da província petrolífera de Urucu, em Coari, até Manaus.

A proposta do Governo do Amazonas está sendo elaborada pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Sect) em parceria com as secretarias estaduais de Planejamento, Educação, Desenvolvimento Sustentável e pela Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam).

O projeto pretende interligar por fibra ótica 22 municípios do interior e aprimorar a conexão via satélite dos demais até 2014.

Segundo o secretário executivo da Sect, Marcelo Vallina, na próxima semana duas equipes de técnicos vão visitar Iranduba, Manacapuru, Codajás e Coari para mapear os estabelecimentos públicos que poderão receber a conexão de fibra ótica. Nessa lista estão incluídos escolas estaduais e municipais, prefeituras, delegacias, hospitais e postos de saúde.

Benefícios
O uso da fibra ótica nos sete municípios foi um dos benefícios prometidos pelo Governo Federal e Estadual durante o processo de licenciamento ambiental do gasoduto Coari-Manaus.

A linha, que custou R$ 26 milhões, já está em funcionamento e é utilizada pela Petrobrás para monitorar o gasoduto. Sem a infraestrutura dos dutos, a implantação de uma rede de fibra ótica nessa região gastaria no mínimo, R$ 300 milhões.

No Amazonas, existem 767 Km de fibra ótica, sendo 660 Km da Petrobrás no gasoduto Coari-Manaus, e 107 Km da Amazonas Energia, distribuídos nos municípios de Manaus, Iranduba e Presidente Figueiredo que poderiam ser usados para o tráfego de dados, enfatiza o projeto do Governo do Amazonas.

“A ideia é conectar essa fibra ótica da Petrobrás com a metromao”, explicou o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena. A Metromao é uma rede que interliga 72 órgãos públicos apenas em Manaus por meio de 50 Km de fibra ótica.

O projeto custou R$ 1,2 milhão e foi bancado pelo Governo Estadual em parceria com a União. Os outros 61 municípios do Amazonas utilizam conexões via satélite, as quais, além do elevado custo operacional, são lentas e constantemente entram em pane.

Novas alternativas são estudadas
Além dos sete municípios situados no traçado do gasoduto Coari-Manaus, o Governo estadual quer conectar Novo Airão à linha de fibra ótica da Petrobras.

O município faz limite Manacapuru e para integra-lo à rede da Petrobras o Governo estadual terá que construir um ramal de 80 Km. Iranduba e Presidente Figueiredo, pelo projeto do Governo, serão interligados a Manaus pelo cabo de fibra ótica da Amazonas Energia.

Outros seis municípios vão utilizar o cabeamento da Embratel, que liga Manaus a Porto Velho (RO). São eles: Humaitá, Manicoré, Borba, Manaquiri, Careiro e Careiro da Várzea. Presidente Figueiredo também pode ser atendido pela linha de fibra ótica da empresa Oi, que liga Boa Vista (RR) a capital do Amazonas.

Outra conexão atendera a população de São Sebastião do Uatumã, Urucará, Itacoatiara, Silves, Itapiranga e Rio Preto da Eva. Prevista para 2013, essa rede será instalada no linhão de Tucuruí, permitindo a conecção desses município ao resto do Brasil, com Internet banda larga, por intermédio do estado do Pará.

A utilização de Internet de qualidade é estratégico para quebrar o isolamento dos municípios do Amazonas. O Estado possui área de 1,5 milhão de Km quadrados.

“Essa rede da Petrobrás é de subutilizada. Ela tem potencial para atender esses municípios e levar inclusão social e cidadania à população”, destacou Odenildo Sena.

Primeira reunião terá caráter técnico
A secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), Nádia Ferreira, disse que agendou para a próxima terça-feira reunião com representantes da Petrobrás e das secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia (Sect) e Planejamentos (Seplan) para discutir o acesso de Coari, Codajás, Caapiranga, Anamã, Anori, Iranduba, Manacapuru à fibra ótica do gasoduto.

Segundo Nádia Ferreira, a primeira reunião terá caráter técnico. E contará com a participação do gerente-geral de Administração e Desenvolvimento de Soluções deTelecomunicações da Petrobras, Firmiano Perlingeiro.

Outro encontro, de acordo com a secretaria, será agendado com os prefeitos dos municípios da área do gasoduto para apresentar o projeto e buscar parcerias para financiar a expansão da rede de fibra ótica.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena, disse que, na última semana deste mês já tem reunião marcada com representantes da Telebrás, empresa que vai administrar a fibra ótica da Petrobrás.

“Para a rede que será instalada no linhão de Tucuruí, a ideia é negociar com as empresas que ganharam a licitação da obra. À medida que forem instalando o linhão vão colocar a fibra ótica. Já conversamos duas vezes com o ministro Paulo Bernado (das Comunicações). Ele ficou entusiasmado com o projeto”, disse Odenildo Sena.