A promotoria que atua no julgamento do “ Caso Bruno” iniciou os debates no quarto dia dos trabalhos. O promotor Henry Wagner de Castro foi categórico em afirmar que Bruno foi articulador e mandante do seqüestro e da morte de Eliza Samudio. O julgamento acontece no Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Henry de Castro falou sobre telefonemas dados por Bruno ao primo Jorge Luiz Rosa, que era menor à época do crime e também ao administrador do sítio de Bruno, Elenilson Vítor da Silva. Nos telefones, segundo afirmou o promotor, Bruno estaria dando orientações para a “ preparação do cativeiro” de Eliza. As ligações telefônicas de Bruno ocorreram na noite do dia 4 de julho de 2010.
Em seu interrogatório, Bruno desmentiu que tenha dado os telefonemas e afirmou que o seqüestro de Eliza foi iniciativa da dupla. O promotor Henry de Castro teria ficado exaltado durante sua fala e qualificou Bruno como “ facínora”.