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Prorrogação da ZFM: empresários e autoridades falam das esperanças e desafios do modelo

Do diretor de móbili da Samsung no Brasil, Roberto Soboll, passando por técnicos e empresários locais, ao titular da Suframa, Thomaz Nogueira, predomina um sentimento de que o modelo será prorrogado. “Mas a lição de casa deve ser feita”, diz Wilson Périco


Roberto Soboll, Diretor de Móbili da Samsung

Roberto Soboll, Diretor de Móbili da Samsung (Divulgação/ Samsung)

Na sexta-feira, durante o lançamento nacional do Galaxy S5, em Pão Paulo, DINHEIRO conversou com o diretor de produtos móbili da Samsung Brasil, Roberto Soboll, que falou sobre a importância da Zona Franca de Manaus – onde novo aparelho é produzido – para o abastecimento do mercado brasileiro e sobre as novas tecnologias e games que estão sendo desenvolvidos na região para atender uma escala global. 

Feliz com aprovação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga por mais 50 anos dos benefícios fiscais da ZFM,  ele disse que a empresa torce pela efetivação da decisão e pretende continuar investindo na área fabril da região Norte.

“A gente acredita muito na região e na Zona Franca de Manaus, tanto que há pouco tempo fizemos uma grande expansão no nosso parque fabril. Levamos a produção de tablets e a fabricação de celulares, que antes eram restritas à região de Campinas. Além disso, Manaus tem a exclusividade da fabricação de todas as câmeras fotográficas e TVs vendidas em território nacional”.

A Samsung também tem um polo de desenvolvimento de tecnologia e games em Manaus. “Não posso dar muitos detalhes, mas estamos trabalhando com quatro grandes projetos. Estamos muito felizes com essa novidade, é algo recente e que está nos deixando muito empolgados, porque game não é uma coisa só de tecnologia, é de arte também, você tem que contar uma história, criar um cenário, tem que entender a expectativa do seu consumidor para fazer o jogo ser interessante”.

Ao contrário da fabricação de produtos, que só atende a demanda nacional, os jogos e tecnologias desenvolvidos na capital amazonense serão lançados mundialmente. “O mercado brasileiro é muito relevante, mas a gente sempre tem que olhar para fora. Vai ter muito mais relevância olhando pra fora. Existem produtos no Brasil, hoje, que podem ser interessantes para a companhia numa escala global, então não há porque a gente restringir isso ao mercado brasileiro”.

Os primeiros jogos desenvolvidos pela Samsung a partir do Polo Industrial de Manaus serão lançados ainda no primeiro semestre deste ano, porém Soboll disse que não podia dar muitos detalhes a respeito por conta das  regras de sigilo da empresa.


Sensação é de que o modelo ganhou fôlego’

Declaração do titular da Seplan, Aírton Claudino, traduz a expectativa que se criou  em torno da possível prorrogação da Zona Franca

Quando esteve na primeira reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), a qual aprovou 43 projetos orçados em R$ 795 milhões, na quarta-feira, DINHEIRO ouviu empresários e técnicos da área de Planejamento e capturou entre eles um sentimento de alívio com a possibilidade de prorrogação da ZFM por mais 50 anos.

Para o secretário de Planejamento do Amazonas (Seplan), Aírton Claudino, a sensação é de que o modelo ganhou fôlego com esta vitória em primeiro turno. “Não podemos dizer que o atraso para a PEC da prorrogação já estava impactando a quantidade de projetos de investimentos recebidos pela secretaria, mas, com a vitória, acreditamos em uma liberação à médio prazo de investimentos represados hoje”, avalia.

O titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, também se mostrou otimista com o resultado da votação. “A vitória mostra que o assunto está encaminhado e dá aos investidores a tranquilidade necessária para continuar apostando no modelo”, disse na ocasião da votação em Brasília.

Entretanto, Nogueira lembra que o processo ainda está em tramitação.  A votação em primeiro turno da proposta (dia 19 de março) só ocorreu porque assuntos como a prorrogação da Lei de Informática e dos incentivos das Áreas de Livre Comércio foram desvinculadas da pauta.

O secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), Salomão Yuri, endossa a preocupação de Nogueira e disse que o investidor só estará 100% seguro com a aprovação definitiva da PEC “Os projetos ainda estão estagnados em termos de volume ou valor de investimento. Aguardamos por uma melhoria substancial no segundo semestre deste ano, com a passagem da proposta pelas demais instâncias.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, chama a atenção para o “dever de casa” do empresariado e representantes que compõem a indústria local, nos próximos 50 anos. “ É preciso desenvolver novas matrizes econômicas para livrar o modelo da dependência do governo federal. “O turismo, a mineração, o beneficiamento de insumos agrícolas, a indústria de fármacos, cosméticos e a biotecnologia são alguns dos caminhos”, identifica.

O economista e consultor econômico Marcello Laredo elaborou uma lista com algumas atitudes que podem possibilitar uma mudança de comportamento no modelo ZFM nos próximos 50 anos: estimular as indústrias do PIM a a montar aqui seus laboratórios e pesquisa; Dar mais ênfase as exportações e Desonerar ou zerar a taxação dos componentistas, por exemplo.