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Detento é decapitado durante rebelião em Parintins que provocou o caos na cidade

Polícia Militar enviou reforço da capital para conter o motim dos presidiários em Parintins, que queimaram colchões e mataram dois detentos. Aulas em escolas e faculdades foram canceladas nesta segunda-feira (1º)

Presos queimaram colchões e mataram um detento decapitado

Presos queimaram colchões e mataram um detento decapitado (Jonas Santos)

Detentos da unidade prisional de Parintins (município a 369 quilômetros de Manaus) iniciaram uma rebelião por volta das 14h desta segunda-feira (1º), provocaram um incêndio e mataram dois encarceirados. Anibal Silva foi decapitado e teve a mão cortada, enquanto Paulo Eliezer esfaqueado. Este último havia sido feito refém durante a tarde.

O motivo da rebelião seria uma rixa entre presos provisórios e condenados e teria ocorrido por causa de um aparelho de televisão que foi danificado. Mais de 40 presos se entregaram a polícia.

Testemunhas contaram que, após matarem a vítima, os lideres do movimento jogaram o corpo dele no fogo. O motim teve início por volta das 14h. A Polícia Militar isolou a área e aguardava a chegada da Tropa de Choque de Manaus. Os presos jogaram por cima do muro do presídio a cabeça e a mão da vitima. Os detentos que se entregaram ficaram alojados na escola Sociedade Pestalozi, localizado no prédio ao lado da cadeia. De dentro da unidade prisional um preso gritou: “Aqui está um inferno. Foi preciso matar um para tomarem providências?”.



A cadeia tem capacidade para 36 presos, mas a superlotação chega a 140 encarcerados, informou o diretor da unidade, Bosco Paulain. Os rebelados queimaram colchões e tomaram conta do setor de administração. A polícia determinou o corte no fornecimento de energia elétrica e de água para a unidade.

No alto do telhado da cadeia, três presos, que supostamente comandavam o motim, expuseram um preso, feito refém, e ameaçavam a todo instante matá-lo com uma faça apontada em direção ao pescoço dele. Presos encapuzados conversavam com uma policial, que tentava negociar a rendição deles. “A senhora pensa que isso é brincadeira? Para nós isso é uma festa”, disse o preso. Eles exigiam a presença de um juiz, um representante dos Direitos Humanos e disseram que não queriam ser transferidos para Manaus.

Uma das dificuldades da negociação com os amotinados foi a ausência de um juiz de execução e de promotor na Comarca de Parintins. O juiz André Campos, que responde pela 1ª. Vara da Comarca local, estava em Barreirinha onde também tem competência ampliada para aquela Comarca e os PMs aguardavam a chegada dele para serem iniciadas as negociações.



Aulas suspensas

A Coordenadoria de Educação de Parintins (Seduc) suspendeu todas as atividades letivas do turno noturno ontem na cidade. As direções da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas ( UEA) e Instituto de Tecnologia do Amazonas (Ifam) também cancelaram as atividades desta segunda-feira.

O presídio de Parintins está localizado no Centro, de Parintins, e fica ao lado de duas escolas públicas. Na escola senador João Bosco, os alunos foram levados para dentro do auditório do educandário. Dezenas de curiosos foram para as ruas do entorno do presídio acompanhar as negociações.

Há mais de 20 anos, que os presos condenados pela Justiça ficam alojados no prédio que era uma antiga delegacia. O prédio não possui estrutura física para atender os internos.


Interdição da cadeia

No início de 2014 o promotor de Justiça de Parintins, André Seffair, pediu a interdição do presídio por causa da superlotação e devido as condições precárias de funcionamento da unidade. O pedido do promotor foi encaminhado ao juiz Aldrin Henrique Rodrigues, que respondia pela 1ª. Vara da Comarca, mas o MPE não obteve resposta.