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Conselho Regional de Medicina destaca importância do partograma

Médicos defendem que partograma seja procedimento padrão das maternidades públicas e privadas do Amazonas para melhorar a segurança tanto para médicos quanto para pacientes 

Obstetra e professor de Medicina da Ufam Carlos Henrique ministra curso no CRM-AM

Obstetra e professor de Medicina da Ufam Carlos Henrique ministra curso no CRM-AM (Divulgação/ Assessoria)

Ginecologistas e obstetras se reuniram nesta terça-feira, no auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CREMAM), para participar da segunda turma do curso “O Partograma no Acompanhamento do Trabalho de Parto”, ministrado pelo médico obstetra Carlos Henrique, que também é professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A ideia é adotar o partograma como procedimento padrão das maternidades públicas e privadas do Amazonas para melhorar a segurança tanto para médicos quanto para pacientes.

De acordo com o Dr. Carlos Henrique, a Organização Mundial de Saúde inseriu o partograma como protocolo desde a década de 1950. Ele explicou que o procedimento une a facilidade com a utilidade, pois o modo gráfico do partograma apresenta todo o processo do trabalho de parto.

“Uma das vantagens de se adotar o partograma é que acabamos com a transferência verbal nos plantões para uma conduta documental. Se transformarmos o uso do partograma em rotina, vamos unificar a linguagem entre os profissionais e isso é de extrema importância para o trabalho em equipe. O partograma não dita conduta, mas é um procedimento que se auto-explica”, afirmou o obstetra.

A ginecologista Grasiela Leite, 1ª Secretária do CREMAM, explicou que uma das metas do Conselho é normatizar o uso do partograma no prontuário médico das maternidades do Amazonas

O evento contou com a participação do diretor-geral da Maternidade Balbina Mestrinho, o médico ginecologista e obstetra Marco Lourenço Silva, que considera o partograma uma ferramenta de utilidade imensurável. “No partograma, podemos registrar observações práticas em formato de gráficos, o que facilita na análise do trabalho de parto, ou seja, se ele está transcorrendo na normalidade, ou se tem algum problema”, explicou Marco Lourenço, destacando que esse protocolo consegue minorar os riscos.

Quem também esteve no CREMAM para assistir a palestra foi o gerente-técnico do Instituto da Mulher, o médico Paulo Kanawati. Ele disse que o partograma é um recurso a mais que o médico tem para controlar todos os procedimentos durante o trabalho de parto. “Esse documento é fundamental, principalmente, nas trocas de plantão. É uma segurança tanto para a paciente, quanto para o médico”, afirmou.

Para o presidente do Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas (IGOAM), Dr. Carlos Diniz, o partograma é um procedimento simples, eficiente e fundamental para a segurança no trabalho de parto. “É uma conduta empregada mundialmente e que deve ser estimulada aqui no Amazonas pelos gestores de instituições públicas e privadas. Acho importante essa iniciativa do Conselho de chamar para si essa responsabilidade de formar multiplicadores de informação na nossa classe médica”, definiu Carlos Diniz.