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Resultado da pesquisa do Ipea sobre violência contra mulheres estava errado, admite órgão

No resultado verdadeiro, 70% dos entrevistados discordou totalmente à pergunta "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". Antes, no resultado errado, 65% concordavam. Diretor pediu exoneração após divulgar a errata

A maioria das europeias se calam contra a violência

Segundo o Ipea, o erro no resultado da pesquisa ocorreu porque os gráficos com as respostas foram trocados. A pesquisa causou grande polêmica (Reprodução/ Internet)

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou uma nota nesta sexta-feira (4) admitindo erro nos resultados da pesquisa “Tolerância Social à Violência contra as Mulheres”, divulgada no último dia 27 de março e que causou grande polêmica em todo o País. O resultado anterior apontava que a maioria das pessoas ouvidas na pesquisa concordava que mulheres que usavam roupas curtas mereciam ser atacadas.

Rafael Guerreiro Osório, diretor da área de Estudos e Políticas Sociais do instituto, pediu exoneração do cargo após o erro ter sido divulgado - dias depois da pesquisa virar alvo de contestação por especialistas, que classificavam dados como contraditórios. Um exemplo disso é o fato de que 66% dos entrevistados eram mulheres, que correspondem à 51% da população nacional.

Na nota, o Ipea afirma que o erro no resultado da pesquisa foi causado pela troca dos gráficos relativos aos percentuais das respostas a duas perguntas “Mulher que é agredida, e continua com o parceiro, gosta de apanhar?” e “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”?. Segundo o Ipea, as respostas das duas perguntas foram trocadas.

Sobre a segunda pergunta, a mais polêmica, o Ipea afirmou que, na verdade, 70% discordou totalmente e parcialmente enquanto apenas 26% concordou totalmente e parcialmente. Ao todo, 3.810 pessoas foram entrevistadas. No último dia 27, o Ipea havia divulgado que à essa pergunta 65% achavam que as mulheres deveriam ser atacadas  caso usassem roupas que mostrassem partes do corpo.

À pergunta “Mulher que é agredida, e continua com o parceiro, gosta de apanhar?”, o Ipea lançou nota também corrigindo as respostas à questão. Segundo o órgão, na verdade, a maioria de 65,1% concorda totalmente e parcialmente com a afirmação e 32,4% discordam totalmente e parcialmente.

O comunicado confessando o erro foi assinada pelos pesquisadores da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), Rafael Guerreiro Osório e Natália Fontoura. Osório pediu demissão logo em seguida.

Polêmica

A divulgação do resultado errado da pesquisa causou grande comoção em todo o País. Milhares de pessoas nas redes sociais postaram fotos com cartazes escritos com a frase “Não mereço ser estuprada”, uma campanha criada pela jornalista Nana Queiroz.

A presidente Dilma Rousseff também se manifestou contra o resultado e defendeu a jornalista Nana, que recebeu ameaças de estupro após iniciar a campanha.