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Rossieli diz que cooperativa suspeita de favorecimento já fornecia à Seduc

Secretário afirmou que a associação gaúcha, que ganhará R$ 7 milhões da Seduc, tinha contrato antes dele assumir a pasta

Secretário Estadual de Educação, Rossieli da Silva, afirma que não tem nenhuma relação com a cooperativa gaúcha

Secretário Estadual de Educação, Rossieli da Silva, afirma que não tem nenhuma relação com a cooperativa gaúcha (Euzivaldo Queiroz: 3/abr/2014)

O secretário estadual de Educação Rossieli Soares da Silva afirmou ontem que a Cooperativa Central Gaúcha Ltda, que receberá um contrato de R$ 7 milhões, sem licitação, da pasta, já fornece produtos para a Seduc há sete anos desde a gestão do ex-secretário Gedeão Amorim.

A manifestação do secretário foi motivada por uma matéria publicada na edição desta sexta (23) de A CRÍTICA com o título “Seduc fomenta agricultura familiar no Sul”. A reportagem mostra que a cooperativa do Rio Grande do Sul, Estado natal de Rossieli da Silva, foi beneficiada com a compra de produtos para a merenda escolar por meio do programa de incentivo à agricultura familiar.

O secretário explicou que a chamada pública, para fornecimento do produto, pode ter mais de um ganhador. Segundo ele, nenhuma cooperativa do Amazonas se inscreveu. O programa, segundo Rossieli, tem uma escala de preferência na compra dos materiais. Primeiro as associações municipais, depois as regionais e, por último, as de ambrangência nacional.

Em anos anteriores, de acordo com Rossieli, a Seduc teve que devolver recursos do Programa de Merenda Regionalizada, pela ausência de fornecedores locais. “Só para se ter ideia, em 2011 foram devolvidos R$ 3,4 milhões do valor da verba. Em 2014, nossa meta de gasto é de R$ 10 milhoes com regionalização”, disse o secretário.

Segundo ele, o leite e seus derivados são os produtos da agricultura familiar que mais dificuldades apresentam para fornecimento de associações locais. Rossieli disse que este ano a secretária dispõe de R$ 30 milhões para gastar com a merenda escolar das unidades da capital e do interior do Estado. O secretário afirma que uma das prioridades da Seduc é fomentar a economia local. Um dos setores incentivados é moveleiro, com a aquisição de cadeiras e mesas para as salas de aula.

“Em todas as pontas estamos incentivando, sim, a economia. A merenda escolar vai fechar em R$ 30 milhoes. No ano passado, tivemos que devolver recursos. Mas, este ano é o que está com melhor perspectiva de não haver devolução de recursos para o Governo Federal”, disse.

Rossieli Silva Ingressou na Seduc em 2008 como diretor do departamento de Planejamento. Em 2011, assumiu a direção do departamento de Infraestrutura e Assessoria Estratégica. Depois a secretária de Gestão. Assumiu o posto deixado por Gedeão Amorim no final de agosto de 2012.

Lista de produtos inclui derivados do leite

Publicação no site da Secretária Estadual de Educação (Seduc) descreve os itens da chamada pública da qual a Cooperativa Central Gaúcha é uma das selecionadas. A lista é composta 400 mil pacotes de leite integral, 807.057 caixinhas de 200 ml de bebida láctea sabor chocolate, 323.567 embalagens de 900 ml (cada) de óleo de soja, 30 mil pacotes (1 quilo cada) de farinha branca, 30 mil pacotes (1 quilo cada) da farinha amarela e 20 mil quilos de farinha de tapioca. O edital indica que a entrega precisa ser direto no município.

A chamada púbica atual foi lançada no dia 17 de março. A publicação do dia 15 deste mês traz as sete cooperativas aptas a fornecer os produtos para a secretaria. O contrato de maior valor ficou com a cooperativa gaúcha (R$ 7 milhões). A Associação dos Trabalhadores e Produtores Agroextrativistas de Eirunepé ficou com R$ 447,1 mil. Para a Associação dos Produtores Rurais de Carauari foram destinados R$ 87,4 mil. A Associação Mão na Terra, de Manicoré, ganhou contrato de R$ 475,7 mil. A Cooperativa de Agricultores e Pescadores de Manacapuru faturou R$ 325,3 mil. A Cooperativa de Fruticultura dos Agricultores de Manacapuru fornecerá produtos no valor de R$ 262,1 mil. E a Cooperativa dos Produtores em Agropecuária de Parintins receberá R$ 575,8 mil.