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Ações de combate à aids no AM recebem repasse de R$ 3 milhões

Ministério da Saúde autorizou repasse de verbas. Taxas de detecção de aids no Estado aumentaram consideravelmente quando comparadas às observadas nos demais estados, inclusive entre os da Região Norte

Além dos recursos e dos mosqueteiros, municípios receberão ainda 194 microscópios para ampliar a rede de diagnósticos

Em 2002, o estado ocupava o 12º lugar no ranking nacional de taxas de detecção de aides, passando para 3º lugar em 2012 (Arquivo/AC)

Portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta quarta-feira (27) no Diário Oficial da União, autorizou o repasse de R$ 3 milhões para ações de vigilância, prevenção e controle do HIV/aids no Amazonas.

Conforme o texto, foram registrados 10.773 casos da doença no estado entre 1983 e junho de 2012, o que representa 30,7% dos registros acumulados na Região Norte e 1,6% de todos os identificados no país. Apenas em 2012, as ocorrências representavam 2,8% do total no Brasil.

Segundo a portaria, as taxas de detecção de aids no Amazonas aumentaram consideravelmente quando comparadas às observadas nos demais estados – inclusive os da Região Norte.

Em 2002, o estado ocupava o 12º lugar no ranking nacional, passando para terceiro em 2012. Nesse ano, a taxa de detecção do HIV no Amazonas chegou a 29,2 casos para cada 100 mil habitantes – 44,7% maior que a taxa do país.

Uma análise do estado por categoria de exposição demonstra que, entre adultos do sexo masculino, no período, houve aumento na proporção de registros de aids entre homens que fazem sexo com homens. O percentual de casos, nesse grupo, passou de 41,9%, em 2002, para 47,2%, em 2012.

A análise por faixa etária demonstrou que, entre os homens com idade de 20 a 29 anos, ocorreu aumento proporcional de casos entre aqueles que fazem sexo com homens, enquanto entre os mais jovens (13 a 19 anos) houve queda no número de infecções.

Dados do ministério mostram que, até dezembro de 2012, foram registradas no Amazonas 2.554 mortes por aids, o que representa 25,6% e 1% dos óbitos da Região Norte e do Brasil, respectivamente.

O coeficiente de mortalidade padronizado por idade atingiu 5,5 óbitos para cada 100 mil habitantes, enquanto o coeficiente de mortalidade do Amazonas chegou a 6,4 óbitos para cada 100 mil habitantes – 16,5% maior que o do país.

“Assim, tanto o estado quanto a Região Norte apresentam o coeficiente de mortalidade superior à média nacional”, ressaltou o texto. A portaria entra em vigor também nesta quarta-feira (27).