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Secretário de Cultura de Maués é flagrado cobrando propina em conversa pelo celular

Titular da pasta de Cultura e Turismo do município, Benedito Teixeira, e um assessor são acusados por um técnico em pirotecnia, que postou a conversa numa rede social

Mensagens no WhatsApp (plataforma de mensagens instantâneas) onde secretário e assessor cobram depósitos

Mensagens no WhatsApp (plataforma de mensagens instantâneas) onde secretário e assessor cobram depósitos (Montagem sobre fotos)

Depois de publicar em uma rede social que foi pressionado a pagar propina para ganhar contrato com a Prefeitura de Maués, o técnico em pirotecnia Eduardo Freitas disse, ontem, que não vai levar a denúncia à Justiça, mas garante: “Paguei muito (propina para ganhar contratos). Não foi pouco”, acusa Eduardo.

Depois de ganhar contratos para fornecer o mesmo serviço para a Prefeitura de Maués nas festas do no aniversário da cidade, Festival de Verão e Festa do Guaraná, Eduardo tentou ganhar o contrato para fornecer fogos de artifício para a festa de réveillon da cidade.

A empresa Importadora e Exportadora Fogos da Amazônia, representada por Eduardo, foi a única a se inscrever no processo licitatório. Durante a análise de documentos, foi desabilitada. Segundo Eduardo, a empresa não foi aceita porque ele não aceitou pagar propina a um assessor da Secretaria de Cultura de Maués, identificado como Márcio Marques, e ao titular da pasta, padre Benedito Teixeira.

Na sexta-feira (3), na rede social Facebook, o técnico em pirotecnia publicou imagens com conversas por meio de mensagens que travadas entre ele, o assessor da secretaria Márcio, e o secretário Benedito. Segundo Eduardo, o conteúdo do diálogo era a cobrança de propina para ele poder ser habilitado a trabalhar no réveillon.

Procurado pela reportagem, nesta terça (7), Eduardo disse que já tinha conversado com o prefeito de Maués, Pe. Carlos Góes (PT), e com advogados, e se convenceu de que não levaria o caso mais adiante. “Foi um momento de raiva. Já falei com o prefeito.

Fiquei puto. Publiquei. O advogado está resolvendo isso.

Mas não quero mais polêmica”, afirmou Eduardo.

Mas o técnico em pirotecnia manteve as acusações contra Márcio e o secretário Benedito. “Esse rapaz (Márcio) quer ganhar propina de todo mundo. Ficava me pressionando, quer ganhar dinheiro a custa da prefeitura. E não é só de mim que ele ganha propina. O secretário (Benedito) queria ganhar através do Marcio. Mas o Marcio que agiu. O prefeito não sabia disso. O que eu queria mesmo é que o prefeito tirasse esse secretário, que está queimando ele”, afirmou Eduardo.

Segundo o técnico em pirotecnia, Márcio exigia que ele pagasse R$ 10 mil pelo contrato da festa de réveillon, que totalizava de R$ 20 mil. “No réveillon, queria R$ 20 mil, e o show era de R$ 20 mil. Eu iria ganhar o quê? R$ 10 mil?”, comentou Eduardo.