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Secretaria de Segurança Pública recebe alerta de ataque da facção criminosa FDN contra policiais

Policiais civis, militares e bombeiros do Amazonas receberam recomendações. Há suspeita de onda de assassinatos em Manaus como ocorreu no atentado contra o delegado Oscar Cardoso, morto com 20 tiros em fevereiro deste ano

O documento pede para que agentes de segurança redobrem o alerta

O documento pede para que agentes de segurança redobrem o alerta (Reprodução)

Um documento circula pelos corredores da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SPP-AM), em Manaus, informando que a facção criminosa Família do Norte (FDN) pretende assassinar, em série, policiais civis, militares e bombeiros do Estado para “mostrar poder”. Delegacias e quartéis também seriam alvos dos ataques.

No documento, assinado na Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), de segunda-feira (14), há a recomendação de que os agentes de segurança do Estado estejam alerta, evitem lugares públicos como festas e reuniões e, inclusive, permaneçam armados e nunca sozinhos quando estiverem na rua, nas delegacias e quartéis.

O secretário de Segurança Pública, coronel da Polícia Militar Paulo Roberto Vital, negou as informações e disse que não recebeu nenhum documento. “Não posso falar da sua origem (documento). Agora, com relação ao que consta (nele), esse Estado é de vigilância permanente. Crime organizado tem 24 horas”, disse.

“Eu reuni com o comandante geral e delegado geral, como em várias ocasiões. Por que vamos subestimar a capacidade deles (FDN) de nos afrontar? Quem é o alvo deles principal? A polícia. Cada ação tem uma reação. Não sei como vamos reagir se acontecer (ataque), mas impune eles não vão ficar”, disse Vital.

Apesar da negação sobre o recebimento de um alerta de ataque da FDN, a informação foi confirmada pelo titular da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), Thomaz Vasconcelos. Para a reportagem de A CRÍTICA, Thomaz respondeu positivamente sobre a autenticidade do documento, ou seja, confirmou o recebimento do alerta à Seai. 

Tensão pós-Oscar

Em 9 de fevereiro deste ano, um domingo, o delegado Oscar Cardoso foi fuzilado com mais de 20 tiros quando estava em frente a própria casa, no bairro São Francisco, Zona Sul. Os assassinos, segundo a própria polícia, foram membros da FDN, liderados pelo traficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, que está foragido da Justiça.

Desde então, diversos policiais ficaram sob alerta e em vigilância, pois havia suspeita de mais ataques. O assassinato de Oscar teria ocorrido por vingança, já que um grupo criminoso liderado por ele teria extorquido traficantes da FDN e estuprado a esposa de “João Branco”, Sheila. Na época, PMs do grupo de Oscar teriam sido alertados da “vingança”, mas ninguém conseguiu avisar Oscar Cardoso.

Oscar Cardoso era ex-titular da Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e estava afastado das funções desde outubro de 2013, quando foi preso e indiciado durante a operação “Tribunal de Rua”, por participar de grupo de extorsão, sequestro, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção.