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Seita israelita abastece o tráfico no alto solimões no Amazonas

Israelitas, habitantes da tríplice fronteira, plantam coca e vendem produção para narcotraficantes que abastecem o Estado

O município peruano de Islândia, na fronteira com Benjamin Constant e Tabatinga, no Alto Solimões, é a base urbana da seita que espera pelo fim do mundo

O município peruano de Islândia, na fronteira com Benjamin Constant e Tabatinga, no Alto Solimões, é a base urbana da seita que espera pelo fim do mundo (Antônio Menezes )

A produção da folha de coca pelos membros da seita Associação de Missão Israelita, que vivem concentrados nas margens do rio Javari, na  Província Marechal Ramon Castila, no Peru, está abastecendo o Amazonas com cocaína, segundo informações do superintendente da Polícia Federal, delegado Sérgio Fontes. A Polícia Federal e a polícia Peruana têm planos de realizar três operações para tentar erradicar o plantio de coca pelos seguidores da seita.

Segundo o superintendente, antes a plantação de coca estava  concentrada nos vales andinos, mas agora  chegou à Amazônia peruana e está  bem perto da fronteira com o Brasil.


Os israelitas são os responsáveis pela maioria da produção da folha de coca na região. Além deles índios peruanos também estão fazendo o cultivo no mesmo local.

Sérgio Fontes informou que há mais de cinco anos os israelitas começaram a cultivar a folha de coca em larga escala. Toda produção é vendida para organizações criminosas peruanas e depois de processar a droga abastece o mercado local. A cocaína entra pelas cidades amazonenses de Tabatinga e Benjamim Constant, na tríplice fronteira.

A estimativa do governo peruano é de que as plantações de coca na fronteira já ocupam uma área estimada entre  5 e 10 mil hectares. Quanto a quantidade de coca que é produzida anualmente pelos israelitas,   Sérgio Fontes  disse que não tem informações suficientes para estimar.

Agora a informação é de que os israelitas vem aumentando a sua produção a cada ano. Para o superintendente  a erradicação definitiva das plantações de coca  pela polícia peruana será a solução.

Mas, segundo Fontes não basta apenas erradicar ou  reprimir o cultivo da coca pelo israelitas  e índios. O governo peruano precisa oferecer outras alternativas como  o uso da tecnologia para melhorar a produção agrícola, comprar o que eles produzem de forma que melhore a qualidade de vida deles.

Parceria
O superintendente da Polícia Federal  disse que no ano passado, as policiais brasileira e peruana  realizaram a operação  Trapézio que teve como um dos  objetivos  a erradicação de cultivos de  folha de coca na amazônia peruana.  Segundo Sérgio Fontes a previsão é de que seja realizada anualmente três operações semelhante a Trapézio.  Para o superintendente a idéia é reprimir a entrada da droga em território brasileiro.

Operação destruiu oito toneladas
O superintendente da Polícia Federal Sérgio Fontes disse que durante a operação Trapézio foram destruídos poças de masseração de folhas de coca que resultariam em aproximadamente 8 toneladas de droga. Foram encontrados, no meio da selva, 30 laboratórios rústicos de produção de pasta base.

Ainda na região  foram encontrados insumos para produção da droga como combustíveis, ácidos, cal, tanques utilizados para maceração das folhas de coca e barracas para abrigar os camponeses. Todo o material encontrado foi destruído por meio de incineração e explosivos. A Polícia Federal esteve em um dos locais de plantio de coca e colheu amostras de folhas, solo e água. O material foi levado  para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, onde está sendo realizado estudo para determinar qual a variação da planta de coca e se houve manipulação genética para que seu desenvolvimento ocorresse na selva e em baixas altitudes. Os estudos ainda não foram concluídos.

Fim do mundo
Associação de Missão Israelita foi  fundada em 1968 por Ezequiel Ataucusi Gamonal. Eles esperam pelo fim do mundo. De acordo com o superintendente da Polícia Federal existem hoje aproximadamente 300 famílias que professar a seita e vivem num estado de pobreza, praticam a agricultura de subsistência.