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Senado instala sindicância para apurar denúncia de fraude na CPI da Petrobras

Comissão deve trabalhar em sigilo e só poderá investigar responsabilidade dos servidores do Senado. Segundo revista Veja, depoimentos da CPI foram manipulados e perguntas vazaram antes da sabatina

Sessão para discutir criação de CPMI da Petrobras

O prazo para conclusão da sindicância será de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período (Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

O Senado instalou nesta quarta-feira (6) uma comissão de sindicância para investigar denúncias publicadas na última edição da revista Veja, de que houve manipulação nos depoimentos prestados durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que busca apurar denúncias contra a estatal do petróleo.

Segundo a revista, a presidenta da estatal, Graça Foster; o ex-presidente José Sergio Gabrielli e o ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró "tiveram acesso antecipado" e foram treinados para responder perguntas dos senadores que investigam a existência de irregularidades na Petrobras.

Segundo a Diretoria-Geral do Senado, o consultor legislativo especialista em direito penal Tiago Ivo Odon, o analista da Secretaria-Geral da Mesa e especialista em direito eleitoral Marcelo Inácio de Aranha Menezes e o analista da primeira-secretaria, especialista em direito legislativo e processual, José Mendonça de Araújo Filho, todos servidores de carreira da Casa, serão os responsáveis pelos trabalhos.

A comissão, que foi instalada quarta (6) e deve trabalhar em sigilo, só tem poder para investigar a responsabilidade dos servidores do Senado. De acordo com a Lei 8.112/90, o prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 dias, mas pode ser prorrogado por igual período, a critério da autoridade superior.

A solicitação de abertura de sindicância foi feita no início da semana pelo presidente da CPI da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). No ofício encaminhado ao presidente da Casa, senador Renan Calheiros, e o ao diretor-geral, Luiz Fernando Bandeira de Mello, ele pediu a “instauração de sindicância com a finalidade de apurar a ocorrência de irregularidade administrativa”.

Rêgo também pediu investigação pela Polícia Federal. De acordo com a denúncia, baseada em um vídeo de uma reunião com a participação de três empregados da Petrobras, a manipulação teria a participação de senadores. O relator da CPI, senador José Pimentel (PT-CE), negou que tenha se reunido com depoentes para combinar perguntas e respostas.