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Chefe do DNIT faz deboche sobre o drama dos motoristas após desmoronamento da BR-174

De um lado, produtores aflitos com o risco de perda da produção e de outro, superintendente do DNIT ironiza situação dizendo que a estrada só será aberta "daqui a um ano"

A cada dia aumenta o número de pessoas isoladas pelo desmoronamento da 174 e situação só deve se agravar

A cada dia aumenta o número de pessoas isoladas pelo desmoronamento da 174 e situação só deve se agravar (Érica Melo)

Em situação dramática e amargando prejuízos, caminhoneiros, produtores rurais e pessoas que foram passar o final de semana em Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus) e até mesmo em Manaus, ainda vivem a incerteza de quando poderão entregar suas mercadorias ou voltar para casa em virtude do desmoronamento de terra na rodovia BR-174, no quilômetro 57 que ocorreu no último domingo (2). Defesa Civil e prefeitura de Presidente Figueiredo, além da Polícia Rodoviária Federal e do Exército se unem junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) para liberarem a rodovia o mais breve possível.

Enquanto a pista não é liberada, o produtor rural do município de Caroebe (RR), Rosemiro Golinelle Tejado, 28, já contabiliza um prejuízo de mais de R$ 10 mil de parte de seu carregamento de bananas, que tinha como destino a Feira da Banana, no Centro. “Pelo menos metade da minha produção eu já perdi. Se até amanhã (hoje) ainda eu estiver aqui, a banana não servirá mais”, lamentou o produtor.

Incertezas

Durante todo o dia de ontem, centenas de condutores ainda não tinham nenhuma resposta sobre quando a rodovia será liberada. Segundo o secretário de Infraestrutura de Presidente Figueiredo, Marcelo Macião, desde domingo as máquinas estavam à disposição do DNIT, mas somente ontem foram autorizadas a iniciar os trabalhos. “Vamos construir uma pista lateral com acesso provisório para tirar os carros pequenos. O prazo é até amanhã a liberação somente desses veículos pequenos, frisou Macião.

Sem saber como escoar suas produções, pelo menos 10 carretas estão paradas em frente a um restaurante numa comunidade no quilômetro 42, com destino a Presidente Figueiredo, Boa Vista (RR) e Venezuela, sendo quatro de carne bovina. Outros carregamentos são de iogurte, cebola, e até de cerveja. “Tenho uma carga para entregar no prazo e não vou conseguir, disse o carreteiro conhecido como Ceará, que leva carne bovina para Boa Vista.

Já a dona de casa Elisa Tomé, 53, ia de mudança para Presidente Figueiredo com as duas filhas, mas desde domingo está no quilômetro 41 sem saber o que fazer. “Paguei R$ 700 pela mudança e por cada dia parado mais R$ 200. Estou desesperada porque o dono do caminhão voltou pra Manaus e estou aqui com minhas filhas, dormindo no chão”, lamentou.

Ao ser questionado pela imprensa sobre o prazo da liberação da rodovia, o superintendente do DNIT, Fábio Galvão, ironizou ao dizer que a rodovia será liberada “daqui a um ano”, e acrescentou: “Tu vive (sic) de notícia, né? Eu vivo de resolver essa p...”.

Prefeitura

O prefeito de Presidente Figueiredo, Neilson Cavalcante, informou ter colocado à disposição do DNIT todo o maquinário (trator, pá mecânica, rolo compressor e caçambas) do município para garantir o direito de ir e vir dos pedestres.