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Câmara Municipal de Coari (AM) aprova bloqueio nas contas do vice de Adail Pinheiro

O bloqueio consta no decreto legislativo 012/2014, que foi publicado na edição 1171, do Diário Oficial dos Municípios do Estado do Amazonas. A câmara recebeu denúncia de má utilização dos recursos públicos da prefeitura do segundo município mais rico do Estado

Decisão da Câmara bloqueia os bens de Igson Monteiro enquanto ele aguarda julgamento de ação sobre malversação de recursos públicos

Decisão da Câmara bloqueia os bens de Igson Monteiro enquanto ele aguarda julgamento de ação sobre malversação de recursos públicos (Reprodução/Coari em Destaque)

Enquanto o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), segue em preso em Manaus, acusado, entre outras coisas, de chefiar um esquema de aliciamento e abuso sexual de menores, seu vice, Igson Monteiro da Silva (PMDB), agora é alvo de mais uma interferência política em um dos mais ricos do Amazonas, devido à exploração de petróleo e gás natural.

Na última terça-feira (26), a Câmara Municipal de Coari (CMC) aprovou o bloqueio nas contas em todas as instituições públicas ou privadas, em que conste como titular/representante Igson Monteiro da Silva, por suspeita de má utilização dos recursos públicos.

O bloqueio consta no decreto legislativo 012/2014, que foi publicado na edição 1171, do Diário Oficial dos Municípios do Estado do Amazonas (http://www.diariomunicipal.com.br/aam/materia código 9E70C6D3). Além disso, a CMC decidiu instaurar uma comissão processante para investigar o prefeito em exercício.

“Fica por força do presente DECRETO LEGISLATIVO, bloqueada as contas bancárias em nome da Prefeitura Municipal de Coari, Estado do Amazonas, em todas as instituições públicas ou privadas, em que conste como titular/representante o Senhor IGSON MONTEIRO DA SILVA, ou pessoa que pelo mesmo tenha sido outorgada procuração para movimentá-las”, diz o trecho do decreto.

Atraso de pagamentos

Segundo a denúncia oferecida à Câmara Municipal de Coari, apesar da receita “vultuosa” do município, com mais de R$ 126 milhões mensais, Igson tem atrasado com frequência o pagamento de servidores e fornecedores do município, assim como o combustível e a manutenção do transporte escolar, utilizado sobretudo por crianças da área rural e ribeirinha.

O vereador Clodair Melo, membro da Comissão de finanças e orçamento da CMC e que apresentou um minucioso relatório financeiro sobre os repasses constitucionais e as contas de Coari, requereu também que a presidência do Legislativo solicite à presidência do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE) uma auditoria com a urgência em toda documentação contábil e financeira de Coari, referente ao período de 1 de janeiro de 2014 até a presente data.

Clodair também à presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Coari, que formalizasse em regime de urgência, um pedido de afastamento do vice-prefeito e prefeito em exercício de Coari.

Prefeitura nega bloqueio

Em resposta, a assessoria jurídica da prefeitura de Coari negou que houvesse bloqueio de contas, uma vez que o legislativo municipal não tem autoridade legal para executar tal decisão.

Já a assessoria de comunicação do município alegou que a denúncia contra Igson não passa de intriga de seus opositores políticos, interessados em manchar sua reputação.

Processos em série

Igson era vice-prefeito e assumiu a prefeitura logo após a prisão de Adail Pinheiro, em fevereiro deste ano. Adail foi detido em caráter preventivo, enquanto uma série de processos, que vão de desvio de dinheiro e intimidação violenta de testemunhas até a formação de uma rede para exploração sexual de crianças e adolescentes, sejam julgados.

Em seu terceiro mandato, o prefeito de Coari acumula uma longa lista de escândalos e operações policiais, como a “Vorax”, em 2008, que devassou um esquema montado pela alta cúpula do município para desviar mais de 25 milhões em recursos federais para obras em Coari.

Localizado a 363 km de Manaus, o município possui atualmente 82,2 milhões de habitantes e o 2º maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado, com R$ 1,3 bilhão anuais, segundo dados do IBGE.

Apesar disso, Coari sofre há anos com a corrupção e o desperdício perpetrados por sucessivas administrações, e seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), cálculo que mede os indicadores de emprego, renda e acesso a serviços básicos em uma determinada localidade, fica apenas em 21º entre os municípios do Amazonas.