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Ticuna vai à ALE pedir ajuda e não encontra deputados

Cristovão Pinto esperou por três horas para falar com parlamentar: quer medicamentos no posto de saúde indígena em Tabatinga

Cristovão na manhã desta terça (7), na ALE-AM, em frente à porta do gabinete

Cristovão na manhã desta terça (7), na ALE-AM, em frente à porta do gabinete (J. Renato Queiroz)

Cristovão Pinto, 58, ticuna, percorreu os 1.105 quilômetros que separam o Município de Tabatinga, na região do Alto Solimões, de Manaus na tentativa de falar com um dos 24 deputados estaduais. Presidente da Associação Comunitária Indígena de Umariaçu II, Cristovão procurou nesta terça (7) os parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) após ter feito viagem de emergência à capital para acompanhar a esposa, que não pode ser tratada no município por falta de medicamentos no posto de saúde.

Cristovão disse que foi à Assembleia depois de conversas com funcionários da Casa do Imigrante, em Manaus onde esteve hospedado. “Me disseram que na ALE-AM eu poderia ter informações de como agir, decidi procurar o deputado Sidney Leite (Pros) porque lembrei que ele foi a nossa comunidade em 2009 e resolveu nosso problema de água”, comentou.

Após aproximadamente três horas de espera, na porta do gabinete do parlamentar, o indígena, que é eleitor em Tabatinga, foi recebido pelo parlamentar. “Eu disse a ele que eu gostaria de saber como faço para resolver a falta de remédios no posto. Várias pessoas estão sofrendo com isso e não sabemos como agir”, disse Cristovão a A CRÍTICA.

O indígena afirmou que foi recebido pelo deputado e que uma nova reunião foi marcada para amanhã pela manhã para receber a resposta de como seria solucionado o problema.

À tarde, o deputado estadual Sidney Leite informou que recebeu Cristovão e que conhece a comunidade e a precariedade existente no município. “Ele me procurou para discutir questões pessoais, como a saúde da esposa dele, e assuntos coletivos, sobre questões pontuais na área de saúde da comunidade que ele mora, na zona rural de Tabatinga. E já o informei que conversei com o prefeito do município para enviar mais médicos para a região e que enviaria uma solicitação de reforma a Secretaria Nacional do Índio para que façam uma reforma no posto de saúde da comunidade”, disse.

O parlamentar lamentou que “os assuntos indígenas sejam tratados por órgãos em Brasília porque acabam centralizando as decisões em lugares muitos distantes das comunidades indígenas” o que dificulta a solução dos problemas.

O líder indígena chegou à capital no sábado em viagem orquestrada pela Funasa e acompanha o tratamento da esposa, realizado no Hospital Tropical. “Lá na comunidade além de não ter os remédios não havia médicos que pudessem cuidar da doença dela”, disse Cristovão.

A esposa de Cristovão foi diagnosticada com esquistossomose, ou “barriga d’água”. A doença é frequente em regiões sem saneamento básico e o consumo de água sem tratamento.

A reportagem tentou falar com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão responsável pela distribuição de remédios em comunidades indígenas, pelo telefone 3643-8550, mas as chamadas não fora atendidas.