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Trabalhadores do Boi Caprichoso fazem protesto em Parintins nesta terça (15) por falta de pagamento

Reação a atraso nos pagamentos levou alguns manifestantes mais exaltados a fazerem uma fogueira em frente ao escritório da agremiação

Fogueira simbólica dos funcionários do Caprichoso marcou protesto por pagamento de salários

Fogueira simbólica dos funcionários do Caprichoso marcou protesto por pagamento de salários (Thaís Oliveira/Divulgação)

Um protesto por falta de pagamento dos funcionários do Boi Caprichoso, em Parintins (município amazonense a 369 km de Manaus), provocou tumulto e até a formação de uma fogueira na manhã desta terça (15), em frente ao escritório da agremiação. A confusão foi provocada por um adiamento no repasse da cota de 30% dos patrocinadores do Festival de Parintins, o que provocou um atraso generalizado nos salários.

A falta de esclarecimento por parte da diretoria só serviu para piorar a situação. Alguns trabalhadores mais exaltados chegaram a fazer uma fogueira com blocos de isopor, ameaçando uma queima das alegorias usadas no Festival Folclórico desse ano, da mesma forma que os funcionários do Garantido fizeram no início do mês, pelo mesmo motivo.

Foi preciso a Polícia Militar intervir para acalmar os ânimos. O diretor administrativo do Boi Caprichoso, Elias Michiles, e o diretor financeiro, Joaquim Lima, explicaram a situação aos trabalhadores, prometendo fazer um empréstimo junto ao banco Bradesco para quitar os débitos o mais rápido possível.

“Infelizmente os recursos ainda não saíram, mas, mesmo assim, o presidente se encontra no Bradesco tentando fazer empréstimo para honrar com os compromissos do boi. Sabemos das dificuldades de cada um de vocês. Não temos em nenhum momento a intenção de enganá-los. Assim como vocês foram fiéis com o boi, nós somos fiéis com todos para com o pagamento. Só precisamos ter esse dinheiro em mãos. Sem dinheiro, não tem como haver pagamento”, disse Michiles.

A diretoria do Caprichoso trabalhava com a previsão orçamentária para efetuar a quitação dos débitos logo no início do mês de julho, de acordo com a liberação da cota de patrocínios, principalmente da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e Coca-Cola, os dois maiores. Outros investidores devem repassar o restante do patrocínio ao longo deste mês.

Ainda de acordo com o diretor administrativo, os pagamentos das duas parcelas, antes do Festival, aconteceram dentro do planejamento pela gestão, conforme a liberação dos recursos dos patrocinadores.

“Os bois dependem dos patrocínios para efetuar os pagamentos. Todas as rescisões contratuais estão prontas e os cheques preparados, mas não podemos passar sem dinheiro na conta. Ninguém é irresponsável de passar cheque sem fundo. Pedimos um pouco de paciência. Quando os recursos entrarem na conta, vamos chamar todos. Pode ser liberado a qualquer momento”, concluiu.