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Tráfego na BR -174 só será normalizado em três dias

Obra emergencial e ponte metálica facilitam acesso dos motoristas, mas não garantem a passagem de carretas com mais de 35 toneladas de peso total

Carreta transportando combustível para o Município de Presidente Figueiredo pode usar a ponte metálica, que suporta até 35 toneladas de peso total

Carreta transportando combustível para Presidente Figueiredo pode usar a ponte metálica, que suporta até 35 toneladas (Luiz Vasconcelos)

Para cerca de 30 caminhoneiros, alguns transportando alimentos perecíveis como carne e frutas em carretas gigantes, o drama vivido com a interrupção de um trecho da rodovia BR-174 no km 58, que desabou no último domingo (2), vai continuar pelo menos por mais três dias. Depois de recuperada a ponte metálica, que havia sido danificada por um caminhão, a rodovia está liberada, mas apenas para a passagem de veículos com peso total de até 35 toneladas.

Ontem, aproximadamente 30 carretas com peso acima do suportável se dividiam entre as duas partes da rodovia. Só vão poder passar quando terminar a ampliação de um desvio, obra prevista para ser concluída, no mínimo em três dias, isto se não chover. O trabalho está sendo feito pela construtora Delta, contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O motorista Emilson Pires dos Santos, 44, era um dos mais temerosos com a situação de risco da sua carga. Ele veio de Jarú (RO) até Porto Velho (RO) onde pegou uma balsa até Manaus e tem como destino a Venezuela. “Estou levando 30 toneladas de carne, só que meu diesel, que move o carro e alimenta a refrigeração da câmara fria, está acabando”, contou o motorista que, desde o dia 10 de dezembro não vê a família, em Boa Vista (RR).

“Só tenho diesel para hoje”, desesperava-se Josery Macenas, 45, que também transporta 46 toneladas de carne para Boa Vista. Com o mesmo destino, mas levando um carregamento de cerveja, Alexandre Martins é outro que está desde domingo dormindo na boléia e tendo dificuldades para conseguir alimentação. “Estamos pagando uma pessoa para comprar comida no km 41 (distante 17 quilômetros). Estão demorando demais para terminar esse desvio”, reclama Martins.

De acordo com o general Santos Filho, comandante do 2º Grupamento de Engenharia (GEC), que instalou a ponte metálica, que conversou com um grupo de motoristas, há a possibilidade de testar, provavelmente hoje, a passagem de alguns carros com peso um pouco superior a 35 toneladas. A prioridade é para os veículos que estão transportando alimentos perecíveis, mesmo que em câmaras de ar.

Para organizar o fluxo de veículos pela ponte, patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e soldados do Exército controlam a passagem alternada de veículos pela ponte metálica nos dois sentidos da rodovia, que liga Manaus a capital roraimense.


Comando

Na manhã de ontem, de surpresa, o comandante militar da Amazônica, general Eduardo Villas Bôas (foto), inspecionou as obras de recuperação do trecho da BR-174 que desabou.

Villas Bôas chegou de helicóptero, acompanhado do general Santos Filho, comandante do 2º Grupamento de Engenharia, ao qual está subordinado o 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC), baseado em Boa Vista (RR), responsável pela instalação da ponte metálica. “Estou feliz pelo trabalho do Exército e dos órgãos civis integrados”, disse o general, que conversou bastante com o engenheiro do Dnit, Roberto Magno, responsável pelo reparo definitivo.

Dnit descarta novos casos

O engenheiro do Dnit, Roberto Magno, responsável pela fiscalização da BR-174 falou da dificuldade do trabalho e da possibilidade ou não de novos casos ocorrerem no percurso da rodovia. “Estamos desviando a rodovia. Não é um trabalho simples, porque depois de pronto, vamos retirar a ponte metálica e começar o trabalho de recuperação da pista principal. Do lado oposto, vamos reconstituir o aterro, que foi embora”, esclareceu o engenheiro.

Sobre a possibilidade de novos casos ao longo da estrada ele disse que neste período chuvoso as estradas ficam vulneráveis, mas que já percorreu toda a extensão da 174 e não detectou nenhuma ameaça. “A rodovia tem uma empreiteira que dá manutenção e está trabalhando nesta obra, que é a construtora Delta. Agora tudo depende de burocracia, de recursos e da natureza”, completou. Roberto Magno disse também que ainda não sabe quanto está sendo gasto na recuperação da BR.