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UEA explica denúncias de fraude na eleição do novo reitor

Comissão eleitoral recebeu cinco recursos contestando a vitória de Cleinaldo Costa; por isso, resultado definitivo só será conhecido na semana que vem

Mário Bessa (à esquerda) e Cleinaldo (à direita) comemoram vitória nas urnas

Mário Bessa (à esquerda) e Cleinaldo (à direita) comemoram vitória nas urnas, nesta quinta (20) (Evandro Seixas)

A eleição de Cleinaldo Costa para reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ocorrida nesta quinta-feira, 20, teve o resultado contestado pela chapa opositora, do candidato Raimundo Barradas.

Segundo a Comissão Eleitoral da instituição, que convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta (21) para explicar o caso, cinco recursos foram impetrados contra a vitória de Cleinaldo, a maioria deles pela chapa derrotada.

Como o prazo para a apresentação dos recursos ia até o meio-dia desta sexta, obedecendo o disposto sobre eleições acadêmicas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (Lei nº 9.394/96), a Comissão informou que não podia revelar mais sobre o seu conteúdo, uma vez que eles ainda estão sob análise. A Universidade deu o prazo até a próxima segunda (24) para falar do assunto com maiores detalhes.

O número total de votos também não foi divulgado, porque, em resposta às acusações de fraude, a Comissão Eleitoral pode ter que promover novas contagens, principalmente dos votos vindos do interior do Estado. Uma das acusações feitas ao pleito foi de que poderia haver urnas com mais eleitores do que os oficialmente registrados. A eleição teve 23 colégios eleitorais espalhados por 18 municípios, mas somente as cidades da Região Metropolitana de Manaus estão com os números fechados.

Outro fator que contribuiu para a confusão no resultado foi a matemática da eleição. Seguindo o modelo proposto pela Lei nº 9.394, os votantes podem ter “pesos” diferentes, conforme a posição na Universidade. Assim, o voto dos professores tem peso de 70%, o dos técnicos administrativos, 10%, e o dos estudantes 20%. A diferença se explica pela influência na vida acadêmica: os estudantes, apesar de serem larga maioria (atualmente há 20.602 alunos), são transitórios, ficam um período na instituição e se formam, enquanto os professores (1.013, em números atualizados) desenvolvem carreira na Universidade. Os técnicos (673), por essa lógica, têm a menor participação na instituição.

Também houve acusações de irregularidades cometidas por mesários e abuso de poder econômico. A Comissão Eleitoral informou que a análise de todas as denúncias será feita ao longo da próxima semana, e que o resultado definitivo deverá anunciado na próxima sexta (28).

* Com informações do repórter Florêncio Mesquita.