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‘Vampiros da Bela Vista’ são condenados pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (29)

Willison Oliveira e o sobrinho dele, Janderson de Oliveira, foram condenados por matar e decapitar Rubens Lopes, em 2011, e beber seu sangue em um ritual macabro

Os advogados de defesa de Willison Sérgio de Oliveira, o ‘Olhão’, tentaram provar que ele não participou do crime

Os advogados de defesa de Willison Sérgio de Oliveira, o ‘Olhão’, tentaram provar que ele não participou do crime (Antonio Menezes)

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) decidiu, por unanimidade, condenar a 44 anos de prisão em regime fechado Willison Sérgio de Oliveira, o “Olhão” e o sobrinho dele, Janderson de Oliveira, o “Índio”, conhecidos como “Vampiros da Bela Vista”. Eles respondem pelo assassinato de Rubens de Souza Lopes, ocorrido na madrugada do dia 17 de junho de 2011, na comunidade Bela Vista, bairro Puraquequara, Zona Leste. Willison foi sentenciado a 22 anos e oito meses de prisão e o sobrinho dele a 21 anos e três meses.

Segundo consta nos autos, eles mataram a vítima a terçadadas, depois tiraram a cabeça e beberam o sangue dela. O depoimento é do cunhado de Índio, identificado como Gilmar Neris da Silva, que disse que, no dia do crime, Olhão e Índio foram ao sítio onde ele morava, por volta das 5h, falando como tinham cometido o crime. Eles levaram a cabeça da vítima e exibiam enquanto bebiam o sangue que escorria dela.

Macabros

Segundo Gilmar, Olhão dava pulos e beijava a boca da cabeça decapitada, dizendo: “Esse já era. Não vai mais ameaçar ninguém”.

Índio e Olhão são réus presos e considerados extremamente violentos. Ontem, durante o julgamento, somente alguns familiares compareceram. Olhão negou ter participado do crime, mas Índio confessou e, durante o interrogatório, tentou inocentar o tio, porém as contradições contribuíram para a condenação.

O julgamento aconteceu no plenário do Tribunal do Júri e começou por volta da 9h, encerrou às 17h30. O mesmo foi presidido pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Anésio Pinheiro. Na acusação, atuou o promotor de Justiça Ednaldo Medeiros. A defesa dos réus foi feita pelos advogados Eguinaldo Moura, Átilla Affonso e Fabiano Negreiros.

Para Olhão, a defesa defendeu a tese de negativa de autoria e, para Índio, os advogados tentaram desclassificar de homicídio duplamente qualificado para privilegiado, que é quando o autor comete o crime sob violenta emoção. Índio disse que matou a vítima porque ela o ameaçava de morte e de incendiar a casa dele.

Os argumentos da defesa, no entanto, não conseguiram convencer o promotor e nem os jurados. O Conselho de Sentença condenou os réus por homicídio qualificado, seguindo a mesma linha de raciocínio da denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Cabeça achada em matagal

Olhão e Índio foram presos em flagrante, horas depois de terem cometido o crime, e ainda estavam com as mãos e roupas sujas de sangue. O corpo de Rubens foi encontrado em um matagal, porém sem a cabeça.

Policiais civis e militares passaram a manhã tentando localizar a cabeça da vítima. Junto com alguns moradores do local, percorreram um matagal próximo de onde o corpo foi encontrado, mas não acharam nada.

Para o pai de Rubens, o eletricista Rômulo Braga Lopes, 53, pior do que ter o filho assassinado era velar o corpo dele sem a cabeça. “O meu filho nasceu perfeito e agora vou ter de velar o corpo dele sem a cabeça. Isso é muito triste para um pai”, lamentava.

A família temia que a cabeça de Rubens tivesse sido jogada em um dos lagos que existem na comunidade e nunca mais fosse encontrada, ou ainda, que tivesse sido jogada na mata e devorada por animais.

A polícia localizou a cabeça de Rubens na comunidade Bela Vista, um dia depois, em um terreno próximo à casa de uma suposta babalorixá.