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Zona Franca de Manaus vira pauta de indústria e de candidatos à presidência da República

O evento, realizado pela Confederação Nacional da Indústria com os três primeiros colocados na corrida presidencial, discutiu a atual situação da economia no País e levantou as principais propostas dos presidenciáveis para o setor industrial

Campanha eleitoral: Corrida à Presidência da República

Encontro com presidenciáveis aborda a ZFM (Reprodução/Internet)

O candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) afirmou, ontem, durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com os presidenciáveis, que a prorrogação dos incentivos fiscais que mantém a Zona Franca de Manaus (ZFM) por mais cinco décadas foi importante, mas o Governo Federal precisa fazer mais pelo modelo econômico.

“A Zona Franca de Manaus não é questão só de incentivo. É muito importante que mantivemos os incentivos, até para que muitas decisões que esperavam para ser tomadas possam se efetivar agora. Mas temos que olhar para as questões de logística. A natureza já fez as hidrovias, mas não fizemos o dever de casa de sinalizá-las”, pontuou Campos na entrevista coletiva.

O candidato do PSB também disse que um eventual governo dele buscará novos mercados para os produtos da ZFM por meio de políticas específicas de comércio exterior. “Precisamos olhar o comércio exterior. Perdemos mercados que poderiam ser da Zona Franca, que estão sendo ocupados por produtos asiáticos, por exemplo. Isso ocorreu por falta de acordos bilaterais, para que o mercado da Zona Franca possa ser ampliado. O modelo necessita de melhoria na logística, mas também de uma política de comércio exterior”, declarou Campos.

Segundo presidenciável a ser sabatinado por empresários de todo o País, o candidato do PSDB, senador Aécio Neves, utilizou as respostas aos questionamentos para fazer críticas ao governo da adversária petista, Dilma Rousseff. “O atual governo falhou na condução da economia do País. Quem assumir a presidência em 2015 herdará uma inflação acima do teto da meta. Do ponto de vista das prioridades, o Pais é um cemitério de obras inacabadas”, disse.

Intervenção

O candidato tucano disse que poderia falar a tarde toda sobre as falhas do governo do PT. Instado a eleger as mais graves, destacou a intervenção no setor energético, que para o candidato foi executada de forma desordenada. “Optou-se por uma desorganizada intervenção no setor. Já foram investidos R$ 53 bilhões do Tesouro Nacional. Esse dinheiro poderia estar indo para a Segurança, Saúde, Educação, ou mesmo outros setores da economia”, declarou Aécio.

Outra falha do governo de Dilma, segundo o senador mineiro, é transferir aos estados a responsabilidade por investimentos na área de Saúde. “Outro erro é vir diminuindo ano após ano a participação do governo no financiamento do setor de Saúde”, disse Aécio.

O tucano disse ainda que a política externa do governo Dilma é equivocada. “Esse governo optou por um alinhamento ideológico, o que afastou o Brasil de acordos bilaterais, enquanto o mundo avança. Me preocupa o tempo perdido para fechar um acordo com a União Europeia”, disse.

Medidas

Para o empresariado, Dilma Rousseff ressaltou as ações que o governo dela tomou para diminuir os efeitos da crise econômica que afetou a economia mundial em 2009. Segundo Dilma, talvez ainda seja cedo para dizer que a crise foi superada, mas defendeu que o País poderia estar em uma condição mais difícil se o Governo Federal não tivesse tomado medidas como o aumento da desoneração tributária e estimulado o crédito.

A presidente enfatizou que o governo dela preparou o Brasil para retomar o crescimento, e diferente do que aconteceu em administrações passadas, o PT não desorganizou a economia.

“De maneira alguma deixamos que nossa economia tivesse um comprometimento grave diante da crise”, afirmou Dilma. Como exemplo de ações que o governo tem tomado para ajudar a indústria, Dilma citou projetos no setor naval.

Estudos traçam diagnóstico industrial

A CNI pautou o evento “Diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República” em 42 estudos que a Confederação organizou com a ajuda de líderes empresariais, especialistas e representantes das associações e federações da indústria.

Reunidos no documento Propostas da Indústria para as Eleições 2014 (veja lista), os estudos traçam diagnósticos do cenário atual e trazem propostas de melhoria do ambiente de negócios brasileiro. “Ao apresentar esse conjunto de propostas aos candidatos, pretendemos ajudar o País a ampliar a capacidade de crescimento”, afirma o diretor de Política e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. Segundo ele, a reforma tributária é uma das prioridades da agenda para o Brasil crescer mais e melhor.

“Há muitas distorções no sistema tributário, e a principal é a cumulatividade dos impostos que encarecem o produto brasileiro e tiram a competitividade do País”, afirmou.

*O repórter de A CRÍTICA viajou a convite da Fieam