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Depois de seis meses de queda, cesta básica de Manaus volta a subir

A alta do valor da cesta mantém a capital amazonense como uma das mais caras e ocupa no mês de novembro a 6° colocação dentre as 18 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 922,17 durante o mês de novembro

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 922,17 durante o mês de novembro (ACRITICA/AC)

O custo da cesta básica de Manaus voltou a subir comparativamente ao mês de outubro ficando em R$ 307,39 em novembro de 2013, de acordo com pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Composta por 12 produtos, o valor apresentou alta de 2,26% em relação ao mês passado. Em outubro, o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 300,59. Em novembro de 2012 a cesta básica custou R$ 284,85.

Em relação a outubro de 2013, um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus comprometeu, em novembro, 49,28% de seu rendimento líquido - R$ 623,76, após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária - com a aquisição dos alimentos básicos. Segundo o Dieese, este mesmo trabalhador precisou trabalhar 99 horas e 45 minutos para comprar a cesta básica em novembro. Em outubro a jornada exigida era de 97 horas e 32 minutos.

Para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto), a quantia necessária foi de R$ 922,17 durante o mês de novembro. Esse valor equivale a aproximadamente 1,36 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 678,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 901,77.

De acordo com o Dieese, sete produtos apresentaram aumento em novembro, quatro recuaram seus preços e um produto não teve seu preço alterado no mês analisado, influenciando o custo total da mesma que ficou 2,26% mais cara no mês.

O tomate (10,15%) foi o produto que apresentou maior alta no mês seguido da manteiga (6,98%), da carne (2,98%), do arroz (2,03%), do óleo (1,86%), do açúcar (1,71%), e do pão (0,14%). O feijão (-8,78%) foi o produto que apresentou a maior redução no mês seguido do café (-1,0%), do leite (-0,34%), e da banana (-0,29%). A farinha não teve seu preço alterado no mês analisado.

*Com informações do Dieese