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As promessas esquecidas (Especial Copa do Mundo em Manaus – Parte 4)

Um sistema de transporte de massa, intervenções viárias e até a segunda pista do aeroporto se perderam no caminho

O sistema BRS foi a saída encontrada pela Prefeitura de Manaus para tentar aliviar o trânsito nas avenidas próximas à Arena da Amazônia, enquanto o prometido BRT continua na etapa das discussões

O sistema BRS foi a saída encontrada pela Prefeitura de Manaus para tentar aliviar o trânsito nas avenidas próximas à Arena da Amazônia, enquanto o prometido BRT continua na etapa das discussões (Lucas Silva)

Confira agora a quarta parte do especial de A CRÍTICA sobre a realização da Copa do Mundo em Manaus.

Não deixe de conferir também as outras partes:

Copa do Mundo em Manaus: terá valido a pena? (Parte 1): http://acritica.uol.com.br/noticias/Copa-Mundo-Manaus-valido-Especial_0_1081691834.html

O que ainda dá pra fazer? (Parte 2): http://acritica.uol.com.br/noticias/pra-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691838.html

Legado, qual legado ficará? (Parte 3): http://acritica.uol.com.br/noticias/Legado-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691839.html

E a promessa de ter um time na Série A? (Parte 5): http://acritica.uol.com.br/noticias/Serie-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691841.html

Semáforos

Paulo Henrique Martins – Diretor-presidente do Manaustrans

“A nova gestão não prometeu novas vias em função da Copa. O que nós fizemos em 2013 foi um amplo levantamento daquilo que a cidade tem hoje em termo de infraestrutura viária. Nós concluímos que teremos três prioridades e isso deverá ser feito futuramente: Uma nova ligação Norte-Sul (que é Centro/Bairro, uma via paralela a avenida Constantino Nery); ligação Leste-Oeste (cuja via paralela é a avenida Ephigênio Sales); e uma intervenção no Complexo Viário Gilberto Mestrinho (Bola do Coroado). O sistema de semaforização inteligente está com o projeto pronto, falta apenas a questão orçamentária por parte da prefeitura para abrir a licitação. Ele consiste na substituição dos semáforos de 140 cruzamentos com um sistema todo inteligente, onde o tempo é determinado pelo fluxo e com prioridade para o transporte coletivo. A semaforização inteligente é tão ou mais importante que qualquer intervenção num único lugar. Porque são vários cruzamentos. Agora é impossível nós resolvermos o problema de Manaus fazendo viaduto, túnel, trincheira. Nós temos que minimizar o problema, maximizando a capacidade por meio de semáforos. Esse é o projeto que vai dar uma melhoria nessas áreas. Na área de estacionamento o sistema Zona Azul está em processo de licitação para resolver as áreas de conflito de estacionamento. Isso deve ser levado adiante, pois está caminhando. Cada um ao seu tempo, mas todos deverão ser executados no pós Copa”.

Caças

Rubem Lima – Superintendente Regional da Infraero em Manaus

“Em 2010 chegamos falar na necessidade de construção de uma segunda pista para pouso e decolagens porque o Comando da Aeronáutica decidira transferir para Manaus um esquadrão de aviação de caça supersônica que estava baseado na Barreira do Inferno, em Natal (RN). O esquadrão é composto por nove aviões F-5M, todos caças militares de segunda geração. Em função desta unidade militar que estava chegando em Manaus hoje estar operando na Base Aérea de Ponta Pelada, esse assunto, a segunda pista do aeroporto Eduardo Gomes, avançou pouco. A unidade militar iniciou a operação no aeroporto de Ponta Pelada e no momento atual não existe necessidade de uma outra pista para o aeroporto Eduardo Gomes. A atual é suficiente. E bom explicar que não estava previsto para a reforma atual a criação de uma segunda pista de pouso e decolagem. Se a unidade militar fosse operar no Eduardo Gomes ela seria uma necessidade para nós. Mas no momento não se discute mais isso”.

Ainda vem?

Miguel Capobiango – Coordenador da UGP-Copa

“O monotrilho passou de obra da Copa para o PAC Cidades (Programa de Aceleração do Crescimento), pois como é um projeto plurianual ele será discutido no próximo governo, não há como retomar uma obra que vai recair no novo governo. Cheamos a fazer sondagens, mas a continuidade do projeto será feita pelo próximo governo que vai discutir a matriz, pois esta vai impactar o transporte público da cidade, que é uma atribuição municipal. Se vai continuar sendo municipal ou se vai se tornar metropolitano ou outro modal, isso será definido pelo governo. Ele é uma obra que quando começar não poderá parar já que se trata de estrutura grandes. Como envolve questões de muitas disciplinas e interfaces, como o patrimônio histórico, por exemplo, tem que ser bem discutido”.

BRT

Paulo Henrique Martins – Diretor-presidente do Manaustrans

“Vamos fazer o BRT, que faz parte de um complexo do sistema de mobilidade das pessoas. O BRT era uma perna Leste desse sistema e o monotrilho a perna Sul. Com a avenida das Flores sendo construída para ser corredor de ônibus, vamos conectar a um BRT Leste do Coroado. Agora toda essa matriz precisa ser avaliada do ponto de vista da implantação, isso é o que tem que ser visto. Quando se pensa em matriz, o BRS faz parte disso, a prefeitura está dando o primeiro passo na direção dessa nova malha do sistema de transportes. Mas é uma decisão a ser tomada a quatro mãos pelas autoridades”.

Indefinição

Márcio Noronha – Secretário Municipal de Governo

“Foi feito um projeto de demarcação da cidade, com indicações de desapropriações, mas parou até por conta da indefinição do monotrilho, porque esses dois deverão se conectar. Agora, o município vai esperar desembaraçar o projeto do monotrilho para tocar o BRT. Enquanto não resolve isso, trabalha o BRS, requalificado os terminais, segregando os ônibus em algumas vias para dar mais fluidez ao trânsito. A segregação das vias vai permitir a utilização de ambulâncias, já o de táxis ocupados ainda vai ser discutido e definido pela SMTU, mas temos claro que será possível entender o táxi com passageiro como transporte público a ser priorizado”.