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Após prisões, Força-Tarefa continua à procura de corpos dos desaparecidos em Humaitá

Resultados da investigação da força-tarefa apontam para homicídio e ocultação de cadáver, o que levou à prisão dos suspeitos na noite desta quinta (30)

Parentes dos desaparecidos fizeram manifestação por respostas no dia 3 de janeiro

Parentes dos desaparecidos fizeram manifestação por respostas no dia 3 de janeiro (Bruno Kelly)

Após a prisão, na noite desta quinta-feira (30), de cinco indígenas suspeitos pelas mortes de Aldeney Ribeiro, Luciano Freire e Stef Pinheiro, próximo à reserva Tenharim Marmelos, em Humaitá (a 590 km de Manaus), em dezembro do ano passado, as investigações continuam, agora à procura dos corpos dos desaparecidos.

A Força-Tarefa formada por Polícia Federal (PF), Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Exército Brasileiro, que investiga os desaparecimentos, informou que os resultados apontam para a ocorrência de homicídio e ocultação de cadáver, o que levou à prisão dos cinco suspeitos, entre os quais estariam dois filhos do cacique Ivan Tenharim, cuja morte teria motivado a ação dos índios contra os três homens. Os nomes deles ainda não foram confirmados.

Adriana dos Santos, esposa do representante comercial Luciano Freire, uma das vítimas, informou ao Portal A CRÍTICA que os moradores da reserva suspeitam que mais índios estariam por trás dos assassinatos. “Não sabemos além do que todos já sabem, a única coisa que ouvimos pela cidade é que há mais índios envolvidos no crime, e que ainda estão foragidos”, disse Adriana, em clima de comoção.

Airisneia, esposa do professor Stef Pinheiro de Souza, também assassinado, não quis dar declarações à imprensa, por não estar se sentindo bem.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) – que teve a sede em Humaitá atacada pela população no auge dos protestos – esclareceu que não teve acesso aos autos das prisões, e que, por isso, desconhece os motivos pelos quais elas ocorreram, mas garante que vai acompanhar o desenrolar das ações de perto, para garantir os direitos dos índios em caso de ameaça. A Fundação mantém um grupo de trabalho para oferecer auxílio aos servidores que estão na cidade desde o dia 25 de dezembro último.

A nota informa ainda que os índios que se encontravam abrigados no 54º Batalhão de Infantaria da Selva (BIS) de Humaitá estão de volta à aldeia desde 30 de dezembro, em segurança.

Clima de tranquilidade

O prefeito de Humaitá, José Sidney Lobo, informou em entrevista à TV A CRÍTICA que o clima na cidade, por enquanto, é de tranquilidade. “Na cidade tá tudo bem. O que tinha de ser feito, que era dar uma resposta à sociedade, aconteceu, e agora é trabalhar pra voltar à normalidade”. As forças de segurança, porém, continuam no local, aguardando possíveis represálias da população.

MPF aguarda investigações

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), que havia pedido proteção aos índios Tenharim, irá aguardar a conclusão das investigações sobre o caso e envio do inquérito ao órgão para analisar os fatos e, no momento oportuno, apresentar publicamente sua manifestação. "O MPF esclarece que as prisões ocorridas na comunidade Tenharim Marmelos, em Humaitá, são de caráter temporário, e não representam automaticamente o fim das investigações", informou o órgão em nota.

No dia 15 de janeiro, o MPF entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para obrigar Funai e a União a repararem os danos causados aos territórios dos povos indígenas tenharim e jiahui em decorrência da construção da rodovia Transamazônica (BR-230). Até agora, não houve manifestação da Justiça Federal.