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‘Não ficará rombo nenhum nos cofres do Amazonas’, diz José Melo

A história de 32 anos na vida pública é para o governador José Melo  o que mais o credencia a pedir votos para continuar no comando do Governo do Estado do Amazonas a partir de janeiro de 2015

Melo, economista formado pela Ufam, tem um largo currículo político

Melo, economista formado pela Ufam, tem um largo currículo político (Érica Melo)

Na vida pública há 32 anos, o governador do Amazonas, José Melo (Pros), busca conquistar o mais alto posto  político no Estado. Ele, que assumiu o governo em abril, após a renúncia de Omar Aziz (PSD) para disputar vaga de senador, já foi o homem forte de muitos governadores e agora quer ficar na cadeira de comando.

Em um grupo político que tende a apoiar maciçamente o presidenciável tucano Aécio Neves, e preso à promessa que fez antes da corrida eleitoral de fazer palanque para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), José Melo afirma que ainda nessa semana fará o anúncio do candidato a presidente para quem pedirá votos.

Figurando em segundo lugar nas pesquisas, Melo aposta no crescimento dos números da sua candidatura. Se reeleito, defende que fará um governo de continuidade e inovações, com a interiorização da medicina especializada e do ensino técnico.

O senhor já definiu o seu candidato a presidente? Por que a demora?

Eu tenho uma relação institucional muito forte com o Governo Federal, que implica em muitos recursos para o meu Estado. E tenho uma relação afetiva, amiga, companheira e muito forte de trabalho com o prefeito Artur Neto (PSDB). Nessa próxima semana, vou externar a minha decisão em relação a isso. Eu tenho muitas responsabilidades. Então, vou estar daquele lado que for o melhor para o povo do Amazonas.

Como o senhor avalia a atuação do Governo Federal em relação ao Amazonas?

O Amazonas não tem o que se queixar. Se não fosse a atuação forte do Governo Federal, nós não teríamos prorrogado a Zona Franca de Manaus, porque só com nossos oitos deputados federais e três senadores não teríamos a força necessária para aprovar. Ancoramos, nesses últimos quatro anos, muitos projetos importantes de financiamento com aval do Governo Federal.

E teve algum ponto que deixou a desejar?

A burocracia. Alguns recursos, que eram para estar nos nossos cofres para a gente tocar o andamento, não tiveram a celeridade necessária. A própria presidenta Dilma se queixa enormemente do PAC 2 não ter caminhado. Estamos pavimentando a estrada que liga Manaus a Manacapuru, a AM 070. Já asfaltamos uma parte e tem um pedaço de 200 metros que nós não podemos asfaltar porque foi descoberto um sítio arqueológico. Aí, o tal do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) não vai lá para resolver. Só temos uma arqueóloga no Amazonas e ela ou vive de férias, ou sai. A moça é competente. Oferecemos contratar 10, 15, 20 arqueólogos, o quanto fosse para ajudar isso e eles não aceitaram. Então, temos o recurso em caixa, uma estrada importante para ser duplicada e não conseguimos avançar porque o Iphan não funciona. A Caixa Econômica é outra burocracia sem fim. O Banco do Brasil também. 

Até aqui, os números das pesquisas mostram o senhor em segundo lugar, mas muito distante do primeiro colocado. Como reverter esse cenário?

Primeiro, deixa eu dizer o que penso de pesquisa. Eu já vi pesquisa dizer que o Gilberto (Mestrinho) ganhava eleição disparado e veio o Artur Neto e ganhou a eleição. Nessa última eleição, as pesquisas diziam que a Vanessa (Grazziotin) estava bem e de repente não deu certo, o Artur ganhou disparado. Já vi o Collor sair de 1,5% e virar presidente. Então, existem pesquisas e pesquisas. A pesquisa é um indicativo, é uma fotografia do momento. Não me preocupo com isso. A eleição se decidirá no dia 5 de outubro. A minha candidatura vai crescer muito porque as minhas políticas públicas são corretas, o governo que participei é muito bem avaliado.

O senhor fala de base política forte na sua campanha. Quantos são os prefeitos que lhe apoiam?

Acho que tenho 50 prefeitos dos 61 do interior. E tenho mais três que ainda imagino conquistar. É uma base forte. Só o Omar Aziz (em 2010) teve isso.

Pode citar quais são os três prefeitos indecisos? 

Não. Não posso. Isso é segredo de Estado (risos). Mas, eu sou um político que pensa assim: vão-se os anéis e ficam os dedos. Se eu sei que vou perder ali, tento compensar acolá, contanto que eu não tenha prejuízo.

A história mostra que desde 1986 todos os candidatos a governador venceram estando no governo ou com o apoio de quem nele estava. Isso lhe dá segurança?

Algumas coisas me dão segurança. Primeiro, minha história de vida. Ajudei a eleger muitos governadores, inclusive o Eduardo (Braga), por duas vezes. Agora, tive uma experiência fantástica com o Omar (Aziz). Ele, despido de vaidade, me permitiu governar junto com ele. Isso me permitiu fazer parte do governo mais bem avaliado do Brasil. Isto é um indicativo muito forte: esse é um candidato que aprendeu, que tem experiência. Outra coisa é o apoio que eu tenho hoje do Omar e do Artur Neto, que são figuras políticas super bem avaliadas. O meu vice, o Henrique (Oliveira), é uma pessoa fundamental para nossa eleição. Temos várias lideranças e a maioria dos prefeitos do interior. É uma base política forte. Também me dá segurança o fato de que enho uma grande relação afetiva com o povo. 

É possível tirar o interior da dependência de repasses?

Só vamos conseguir tirar essa dependência quando conseguirmos fazer aquela outra economia. Enquanto a economia amazonense girar em torno de Manaus, nós vamos ter um modelo concentrador e aí o Estado tem que fazer as compensações. Mas, a partir do momento em que nós tivermos uma indústria gasquímica, uma petroquímica, uma indústria produtora de fármacos e medicamentos, a partir do momento em que nós expandirmos a piscicultura, nós teremos geração de renda, receita e produtividade forte no interior. 

É possível instituir eleição para diretores de escolas?

Tudo é possível desde que haja um compromisso de co-responsabilidade. A UEA só agora estava madura para isso (eleger um reitor). Na medida em que a gente sentir que a Seduc (Secretaria de Educação) tem essa maturidade, não vejo nenhum problema.  Agora, não serei irresponsável de autorizar uma coisa dessas sem sentir que aquilo resultará em crescimento para a educação. Enquanto existir a política partidária dentro das instituições de ensino, eu não terei essa tranquilidade. 

Hoje, como está a saúde financeira do Estado?

Um Estado que tem 402 obras em andamento, que deu recentemente aumento salarial para todos os servidores, que promoveu quase dois mil praças. Um Estado desses tem uma boa saúde, não?

Não vai fechar esse ano no vermelho?

Não vai ficar rombo nenhum. A lei impõe ao gestor no último ano de mandato equilíbrio fiscal, econômico e financeiro. E eu não seria maluco de ganhar uma eleição, como vou ganhar, e depois ter problemas com a lei.

O senhor se arrepende de não ter ficado como conselheiro de Contas?

Não, não...

Mas a vaga no Tribunal de Contas era sua, não?

Era minha. Mas, eu tenho na minha veia esse fervilhão de querer fazer muito mais. Achei que na vida pública poderia contribuir muito mais, como contribuí. Os conselheiros têm um papel importante, mas estou me sentindo muito melhor hoje e pelo que fiz de lá para cá. Acho que nasci para isso. Tanto que na hora de me decidir foi tão rápido.