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Jornalistas da CNN são feridas durante protestos em SP contra realização da Copa do Mundo

Segundo a CNN, a polícia usou gás lacrimogêneo contra o grupo que tentava bloquear pistas próximas à Arena Corinthians, o Itaquerão, onde será realizada a partida inicial entre Brasil e Croácia

Duas jornalistas da emissora de TV americana CNN foram feridas na manhã desta quinta-feira (12), na cidade de São Paulo (SP) durante confronto entre a Tropa de Choque da Polícia Militar com um grupo de manifestantes que protestam contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. Nesta tarde, em São Paulo, será realizado o primeiro jogo da Copa.

Segundo a CNN, a polícia usou gás lacrimogêneo contra o grupo que tentava bloquear pistas próximas à Arena Corinthians, o Itaquerão, onde será realizada a partida inicial entre Brasil e Croácia. De acordo com a emissora CNN, a repórter Shasta Darlington sofreu um pequeno corte no braço e a produtora Barbara Arvanitidis foi atingida no pulso.

Cerca de 200 pessoas participam do ato “Sem Direitos Não Vai Ter Copa”, organizado através das redes sociais. Os policiais atiraram várias bombas de efeito moral para conter os manifestantes, na rua Apucarana, nas imediações da Estação Carrão do Metrô de São Paulo. Os policiais cercaram a estação e tentam evitar que o protesto chegue até a avenida Radial Leste.

Direito de manifestar

Defensores públicos da Comissão Especial Para a Copa do Mundo da Fifa 2014 acompanham o protesto com o objetivo de garantir o direito à manifestação. Segundo o defensor Jiancarlo Silkunas, esse direito não está sendo respeitado. A Polícia Militar já avisou que irá coibir qualquer manifestação que saia do Sindicato dos Metroviários.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo informou que, se for confirmada abuso da polícia nas manifestações, poderá entrar com ação individual na Justiça para pedir indenização do estado. A defensoria já entrou com uma ação civil pública em que pede à Justiça a determinação de uma série de medidas para coibir excessos por parte de policiais em manifestações públicas.

Entre as exigências é a não utilização de gás lacrimogêneo e balas de borracha. A ação da DPE também requer o pagamento de indenização por danos morais coletivos pela Fazenda do estado por causa de abusos em oito diferentes manifestações já ocorridas. Se concedida, a indenização será revertida ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos. A ação ainda não foi analisada pela Justiça.