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Família questiona versões que 'culpam' motorista do caminhão em acidente da Djalma Batista

Irmão do motorista do caminhão, que colidiu com o micro-ônibus da linha 825, afirma que Ozaías Almeida não estava com sono, bêbado ou com problemas de saúde

Raimundo Nogueira, que é motorista de retro-escavadeiram, estava de carona dentro da cabine do caminhão caçamba no momento do acidente

O acidente envolvendo a caçamba dirigida por Ozaías e o micro-ônibus da linha 825 deixou 15 mortos e 17 feridos (Clóvis Miranda)

“Nada irá aliviar a dor que estamos sentindo”. O desabafo é do representante de vendas Oziel Costa de Almeida, 41, irmão do motorista Ozaías Costa de Almeida, 36, que dirigia a caçamba que se chocou com um micro-ônibus, na última sexta-feira, matando 15 pessoas e ferindo outras 17, na avenida Djalma Batista.

Nesta quarta-feira (02), Oziel descartou hipóteses que foram levantadas pela mídia, policiais e por testemunhas do acidente, de que o irmão dele estivesse sob efeitos de bebidas alcoólicas, dormido ao volante ou mesmo sofrido de um problema de saúde antes de perder o controle do veículo.

Ele contou que, no dia do acidente, Ozaías dormiu o dia inteiro para trabalhar à noite e, às 19h, foi para a Etacom, empresa onde trabalhava, bateu o ponto e pegou a caçamba para ir à obra onde estava prestando serviço. No caminho, aconteceu o acidente. “Meu irmão não estava com sono e nem estava bêbado, como muitas pessoas estão falando. Ele bebia socialmente, nunca foi trabalhar bêbado, era responsável no trânsito e também não tinha problemas no coração. Nem remédio ele tomava, pois tinha uma saúde de ferro” afirmou.

Ainda segundo Oziel, o motorista, que deixou duas filhas, de 8 e três anos, e a esposa, de 26 anos, que é doméstica, quase não saía de casa e passava o tempo livre com a família. “Ele gostava de brincar com as filhas dele, sempre estava presente com a mulher e as meninas”.

Ontem, a reportagem entrou em contato com a esposa de Ozaías, mas ela preferiu não falar com a imprensa, alegando que estava seguindo orientações do advogado que cuida do caso.

O acidente

O caminhão de cor branca e placas OAJ-8863, da empresa Etacom , que prestava serviços terceirizados para a Prefeitura de Manaus, seguia no sentido bairro-Centro quando colidiu de frente com um micro-ônibus da linha 825, de placas NOL-0286, que vinha no sentido contrário.

Raimundo Nogueira, que é motorista de retro-escavadeira, estava de carona dentro da cabine do caminhão-caçamba no momento do acidente. Ele sobreviveu e já recebeu alta hospitalar.

Peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) afirmaram que a caçamba estava a uma velocidade de 80km/h a 90km/h, no entanto, acima do limite permitido na via, que é de 60 km/h. Depois do acidente, os peritos ainda notaram a existência de marcas de pneumáticos no asfalto, deixadas após uma freada.

Sobrevivente confirma velocidade em excesso

O motorista Ozaias Costa estava dirigindo em alta velocidade a caçamba envolvida no acidente com um micro-ônibus, na última sexta-feira. A informação foi confirmada pelo motorista de retro-escavadeira Raimundo Nogueira dos Santos, 46, que estava na cabine da caçamba. Ele sobreviveu e prestou depoimento à polícia, ontem.

Raimundo disse ao delegado Luiz Humberto Monteiro, titular da Delegacia de Acidentes de Trânsito (Deat), que desmaiou momentos antes da colisão com o micro-ônibus e não presenciou o momento em que a caçamba invadiu a pista contrária da avenida Djalma Batista e bateu de frente com o coletivo da linha 825.

“Ele disse que quando estavam descendo o Viaduto de Flores (na entrada da avenida Recife), eles pegaram embalo de velocidade e, na hora, havia um carro S-10 na frente e um carro pick up ao lado. A caçamba estava na faixa da direita e, quando foi passar para esquerda, o motorista (Ozaias) bateu no canteiro central. Nessa batida, o Raimundo bateu a cabeça no vidro e desmaiou”, afirmou o delegado.

Segundo o delegado, Raimundo disse que no momento em que a caçamba descia o viaduto de Flores, ele disse para Ozaias diminuir a velocidade. “Diminui a velocidade porque não temos que ter pressa. Nosso horário é só às 20h”, teria dito Raimundo a Ozaias, segundo o delegado. Os dois trabalhariam em serviços de calçamento da avenida Djalma Batista.

Ainda segundo o delegado Raimundo e Ozaias não haviam consumido bebida alcoólica, segundo teste de alcoolemia realizado em Raimundo após o acidente.