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Prestes a herdar o Governo do Amazonas, José Melo dá recado para secretários ‘desleais’

Vice-governador e pré-candidato à sucessão de Omar Aziz, José Melo afirma que pretende manter a equipe de assessores que ajudou a escolher junto com o governador. Lealdade é o principal atributo que ele diz exigir

Vice-governador José Melo se encontrou com o presidente nacional do Pros, Eurípedes Júnior, em Brasília

O vice-governador José Melo já foi secretário dos governos de Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes e Eduardo Braga (Divulgação/ Agecom)

A oito dias de assumir o Governo do Amazonas, o vice-governador e pré-candidato José Melo (Pros) declarou, nesta quinta-feira (27), que o seu primeiro ato como titular do cargo será reunir com todos os secretários e afirmou que não irá admitir na equipe “punhal enferrujado pelas costas”.

“A regra do nosso governo é essa. Todos eles (secretários) são demissíveis a qualquer momento. São analisados desempenho e lealdade. Não vou abrir mão desses dois fatores. O secretário pode ter bom desempenho, mas se está sendo desleal, então, não merece confiança. E esse é um cargo de confiança. Eu não quero ter que tocar obras de Educação e Saúde e ficar preocupado com desvios de formação de um auxiliar meu. Punhal enferrujado pelas costas eu não vou admitir”, declarou José Melo.

O vice-governador afirmou que, como o governador Omar Aziz (PSD) sempre o permitiu participar ativamente da administração do Estado, também ajudou a formar a equipe do primeiro e segundo escalão do Governo e aprova todos os nomes. “É a equipe dos meus sonhos. Não tenho nenhum nome (novos secretários). Espero poder tocar o Governo com a prata que está aí”, disse.

No entanto, José Melo disse esperar que os secretários ligados pessoal e partidariamente ao senador Eduardo Braga e ao projeto de candidatura dele ao Governo saiam de forma espontânea do cargo, sob pena de serem convidados a se retirar. “Eles (secretários) terão que ser éticos comigo. Aqueles que estiverem desconfortáveis porque têm profundas amizades, não só por isso, mas porque essa ligação vai atrapalhar o dia a dia do serviço, esses têm que ter o gesto nobre que eu vou ter com eles. Se não dá, muito obrigado. É o que eu espero de todo ser humano. E terão a minha mais alta estima por esse gesto”, declarou.

Ao ser questionado sobre como ficarão as pastas comandadas no Governo pelo PT e PCdoB, caso as siglas decidam firmar aliança em apoio à candidatura de Eduardo Braga, José Melo declarou: “Aí, é o que eu falei anteriormente. Eles terão que ter a consciência... que as escolhas foram feitas ... e as escolhas têm consequências”, afirmou.

José Melo disse que a ideia não é assumir o Governo e fazer mudanças radicais já que, na opinião do vice-governador, ele e o governador Omar Aziz têm perfis parecidos. Melo afirmou que o “seu jeito terno” com que as pessoas estão acostumadas não quer dizer que ele não terá firmeza no trato com fornecedores do Estado e políticos. “As pessoas, às vezes, me analisam só pelo meu olhar, minha careca, pelo fato de eu ser baixinho. Eu sou uma pessoa muito terna e educada. Mas sou determinado. As pessoas que ao longo da minha vida viram tudo isso e me consideraram um leso, se enganaram. Não sou. Sou duro e firme nas minhas coisas. Só que eu faço tudo isso com ternura, educação e respeito. Eu persigo minhas metas. Se uma obra atrasar, vou cobrar sob pena de aplicar a lei e punir os responsáveis”, afirmou o vice-governador.

Distante do PSDB, mas perto de Artur

O vice-governador José Melo descarta uma aliança formal com o PSDB do prefeito Artur Neto no pleito deste ano, no entanto, disse que trabalha para contar com o apoio indireto do tucano na sua campanha. Para Melo, a boa avaliação que a população de Manaus faz das ações em conjunto do Governo e da Prefeitura será um bom reforço para a imagem do candidato que estiver à frente da regência do grupo.

“Há pesquisas de que mais de 80% aprovaram esse trabalho conjunto entre Prefeitura e Governo. Sendo verdadeira essas pesquisas, não tenha dúvida de que o maestro que estiver regendo as orquestras tem alguma vantagem. Uma coisa que é boa, a gente não quer que acabe”.

A aliança formal entre PSDB é impossível porque a sigla terá que ter um palanque para o presidenciável Aécio Neves e o Pros de Melo faz parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT). Embora admita que o prefeito Artur Neto seria um candidato forte se entrasse na disputa, o vice-governador José Melo disse que não caberia a ele comentar e que apenas o tucano poderia falar sobre o assunto. “O Artur seria um forte candidato. O que ele tem feito é dizer que irá continuar o trabalho dele”, disse Melo.

Omar fez bem em não antecipar apoio

Sobre a postura do governador Omar Aziz em adiar o anúncio de qual candidato irá apoiar ao Governo do Estado, José Melo declarou que Omar fez a escolha certa. O vice-governador indicou ainda que, pela conduta em toda a gestão, Omar Aziz não precisava renunciar ao cargo e já de pronto declarar apoio a ele.

“Há um ano a imprensa fustigava o Omar para que ele anunciasse se renunciaria. Não fez, trabalhou, foi incensando a mim e etc e tal, e no momento certo anunciou. Na política é assim: quem se antecipa acaba se queimando. Eu e Omar somos como irmãos siameses. Ele tem demonstrado isso nas falas públicas, reuniões fechados, demonstrado confiança em mim (...)”, disse.

Melo disse que até o dia 4 não fará pesquisa eleitoral, reunião política e de Governo. “Até o dia 4, o Omar será o meu governador. Esse é o momento do meu amigo Omar, depois será o de nós dois”.

José Melo disse que terá honra em dar continuidade ao Governo Omar. “Nunca demos grande bola para as ‘grandes obras’. Entrar na casa de um deficiente e ver que ele tem condições de viver melhor, isso para nós tem um valor muito maior que tirar uma fita de uma obra que vai ser perpetuada pelo ferro e pelo cimento”.