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'Se é culpado, vai pagar', diz Eduardo Braga sobre Caso Adail

Senador Eduardo Braga afirma que a morosidade no julgamento do prefeito Adail Pinheiro causa crise institucional no município de Coari. Adail enfrenta cinco processos por exploração sexual de menores e outros nove por corrupção

Adail enfrenta cinco processos por exploração sexual de menores e outros nove por corrupção e mau uso de verbas públicas

Prefeito Adail Pinheiro cumpre prisão preventiva no CPE da PM, no bairro Dom Pedro, em Manaus, desde o dia 8 de fevereiro (Evandro Seixas/Arquivo AC)

Na semana em que a CPI da exploração sexual de crianças e adolescentes, da Câmara dos Deputados, prometeu pedir o indiciamento de dois secretários municipais de Coari por coação a testemunhas e extravio de documentos dos conselhos tutelares; quando o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) adiou o pedido de relaxamento de prisão do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e o governador Omar Aziz foi a Coari lançar o “Ronda no Bairros”, parlamentares da bancada amazonense, no Congresso Nacional, falaram sobre a crise por que passa a administração coariense e dos reflexos na economia e na população.

A manifestação mais surpreendente veio do coordenador da bancada amazonense, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que, pela primeira vez, toca no assunto de Coari. As declarações ocorreram em recente entrevista para A CRÍTICA quando lhe foi questionado se as denúncias e a atual situação do município (com o prefeito titular afastado pela Justiça e preso desde 8 de fevereiro de 2014) não interferiam nos projetos de desenvolvimento e das riquezas locais como o petróleo e o gás natural.

“Nós temos hoje uma insegurança jurídica em Coari e essa insegurança transforma-se em uma situação de crise institucional. Em que pese estar funcionando a prefeitura, com o vice-prefeito; a Câmara Municipal e as demais instituições, os projetos macroeconômicos para resolver os problemas de Coari, desde a minha saída (do Governo do Estado em 2010) paralisaram. Essas crises evitaram os investimentos do Estado no município”, declarou Braga.

O senador disse que todo mundo está preocupado com a situação, por isso, ele tem dito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) e ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) que deem uma solução à crise que está penalizando o povo coariense.

Julgamento

Sem citar o nome do prefeito Adail Pinheiro e os crimes pelos quais é acusado na justiça estadual e federal, Braga disse não compactuar “com esses ou com qualquer outro tipo de crime”, mas é preciso que tudo seja comprovado. “Até agora, não temos um julgamento que possa dizer se é culpado ou se não é culpado. Essa morosidade (da Justiça) acaba levando a uma crise institucional e a única forma de superar é concluindo o julgamento seja do processo eleitoral, cível ou criminal. Se é inocente, toca a vida; se é culpado, vai pagar sua pena e deixa o povo de Coari viver”, opinou Eduardo Braga.

Discursos cobram celeridade

Enquanto parte da bancada amazonense sai em defesa do prefeito Adail Pinheiro e outros membros nada dizem a respeito das denúncias e da crise instalada em Coari, pelo menos três parlamentares têm feito pronunciamentos e tomado atitudes contra os fatos ocorridos nos últimos anos na terra do petróleo e do gás natural.

O mais ferrenho combatente é o deputado Praciano (PT-AM) que nos últimos sete anos fez três representações contra a administração de Adail, sendo as primeiras em 2007, antes da realização da operação Vorax, da Polícia Federal. Pediu instauração de auditoria especial na Controladoria-Geral da União (CGU). E tem feito inúmeros pronunciamentos contra a administração coariense, assim como o deputado Henrique Oliveira (SDD-AM) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Eles reclamam da morosidade da Justiça e pedem que Adail Pinheiro seja julgado.

O prefeito Adail Pinheiro está preso no Comando de Policiamento Especial, da Polícia Militar, no bairro Dom Pedro, Zona Oeste de Manaus, desde o dia 8 de fevereiro. Ele cumpre prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Estadual (MPE) no processo em que é acusado de exploração sexual de infanto-juvenil. No Tribunal de Justiça do Amazonas, Adail responde a cinco ações por esse tipo de crime.