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Empresas japonesas instaladas no PIM pensam no futuro da Zona Franca de Manaus

Após a confirmação da prorrogação do modelo por mais 50 anos, Cônsul do Japão em Manaus, Kazuo Yamazaki, diz que gargalos da ZFM devem ser enfrentados

Cônsul-geral Kazuo Yamazak

Cônsul-geral Kazuo Yamazak (Reprodução)

Tranquilidade e obrigação de pensar no futuro com visão mais ampla. Este é o sentimento e o objetivo dos dirigentes das 44 empresas japonesas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), após a confirmação da prorrogação do modelo por mais 50 anos. A afirmação foi feita ontem pelo cônsul-geral do Japão em Manaus, Kazuo Yamazaki, no mesmo dia em que o primeiro ministro japonês Shinzo Abe foi recebido pela presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Com exclusividade ao A CRÍTICA, Kazuo falou sobre o otimismo dos empresários japoneses em relação à nova fase vivida pelo parque fabril local, mas não descartou os gargalos que devem ser enfrentados. “A prorrogação é positiva, mas obriga os investidores a pensar a longo prazo, o que inclui a resolução de importantes obstáculos”, analisou.

Entre os problemas a serem enfrentados, o cônsul geral citou os já conhecidos gargalos de logística, e a dificuldade do polo local em garantir a competitividade internacionalmente. “O custo Brasil e os desafios em relação à infraestrutura não apenas de Manaus, como do país como um todo, emperram chances de competitividade no exterior. Incentivos para a exportação também seriam bem vindos”, constatou.

Outro item reclamado pelos empresários ao consulado japonês na cidade é a situação das ruas do Distrito Industrial. Esburacadas, elas estariam prejudicando cada dia mais, o transporte de produtos e insumos industriais, resultando em perdas significativas para as fábricas.

O caminho do futuro

Mas na avaliação do diplomata, o caminho do futuro passa, obrigatoriamente, pela qualificação da mão de obra local. “Mesmo com todos os gargalos, o verdadeiro caminho que pode trazer para o Amazonas e para o Brasil, um maior número de negócios japoneses ou de outra origem estrangeira é o desenvolvimento intelectual”, enfatizou.

Segundo ele, a preocupação das empresas do país asiático é de conseguir formar em Manaus, um número expressivo de trabalhadores qualificados, que possam produzir além de bens acabados, tecnologia. “Este é o maior desafio para os próximos 50 anos. A qualificação é a única forma de criar vias para aumentar a produtividade e conquistar a competitividade buscada tanto aqui (Brasil) quanto lá fora (Exterior)”, esclareceu.

Yamasaki lembrou ainda que as empresas japonesas representam 8% do número total de fábricas instaladas no PIM e mesmo com esse percentual respondem por 25% de tudo o que é produzido localmente. “O número é expressivo e pode melhorar ainda mais”, apostou.