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Artur Neto e Amazonino Mendes adiam anúncio de apoio à candidatos ao Governo do AM

Cientes do peso que têm nas eleições de 2014, os veteranos nas disputas eleitorais do Amazonas fazem mistério sobre qual candidato irão firmar ‘aliança’

Amazonino entrega a chave da cidade ao novo prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB)

Candidatos ao Governo do AM aguardam posicionamento de Artur e Amazonino (Clóvis Miranda)

Veteranos nas disputas eleitorais no Amazonas, o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), e o ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) posicionam-se hoje como os cabos eleitorais mais cobiçados na corrida pelo comando do Governo do Estado.

Cientes do valor de seus passes, Artur e Amazonino empurram para a última hora o anúncio do nome do candidato a governador que eles vão pedir voto esse ano.

Caciques de dois partidos com razoável tempo de televisão, o portefólio de Artur e Amazonino é composto pela densidade eleitoral, em todo o Estado, conquistada em mais de 30 anos de vida pública.

Artur construiu sua carreira política no Legislativo, o que lhe garantiu, desde 1982, manter o nome em evidência junto ao eleitorado do interior. Da década de 1980 até aqui, o atual prefeito coleciona três mandatos de deputado federal e um no Senado. Na Prefeitura de Manaus, essa é a segunda passagem do tucano.

Artur conquistou o segundo mandato de prefeito de Manaus com 603,4 mil votos (65,95% dos votos válidos). O tucano teve como adversária a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que era apoiada por Braga e o então governador Omar Aziz (PSD). Com a gestão em alta até aqui, o prefeito está com o passe bem avaliado.

Quando provocado a falar sobre as eleições desse ano, Artur desconversa, dizendo que não quer contaminar sua administração.

No final de 2013, ele deu um “chega pra lá” no seu vice-prefeito, Hissa Abrahão (PPS), tirando-o da secretaria de Infraestrutura, depois da negativa do vice em desistir da pré-candidatura ao governo.

Mas a pretexto de levantar recursos para Manaus, o prefeito mantém relação amistosa com Braga e Melo.

Em meio a aparente distância das articulações para as eleições desse ano, Artur já desfilou e posou para foto com Braga em Brasília. E depois de afirmar que seu apoio não estava condicionado ao socorro financeiro que possa vir a receber para tocar obras na capital, fechou parceria com o governo de Melo em investimentos de R$ 110 milhões em Manaus.

Como maior liderança do PSDB no Amazonas, o prefeito já declarou que o candidato do partido ao Planalto, Aécio Neves, merece “um palanque digno” no Estado. O de Braga não é, porque o senador é líder do governo Dilma Rousseff no Senado. E o de Melo ficou difícil, depois do governador afirmar que a presidente terá passe livre no palanque dele. “Quem quiser me ver no ringue de verdade vai ter que apoiar o Aécio Neves”, avisou o prefeito, na sexta-feira.

Amazonino

“Pai político” de Eduardo Braga (PMDB) e José Melo (Pros) - que travam um duelo particular nesse ano, Amazonino tem no currículo três mandatos de prefeito de Manaus (o primeiro de 1983 a 1986) e três de governador do Estado.

As passagens pelo Executivo estadual garantiram a Amazonino um legado eleitoral no interior do Estado, que concentra 45% do eleitorado do Amazonas. E força suficiente para em 2008 chegar ao terceiro mandato de prefeito de Manaus, brecando a reeleição de Serafim Corrêa (PSB).

Amazonino, após sair da prefeitura em janeiro de 2013, está recluso. Mas não deixou de lado as articulações políticas.

O ex-prefeito deu mostra de que Melo goza de prestígio com ele, em abril desse ano, quando compareceu à cerimônia de entrega da faixa de governador ao pupilo.

Na ocasião, Amazonino foi chamado por Melo de “pai político”. Ele não quis falar de política ao sair do evento.

Apesar de ter saído da prefeitura com avaliação negativa a ponto de sequer arriscar a reeleição, Amazonino tem o comando do PDT no Amazonas, e ainda ostenta considerável poder de articulação no interior do Estado.

Tempo de propaganda é atrativo

Na mesa de negociação de alianças, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), de Artur Neto, e o Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Amazonino Mendes, têm como atrativo o tempo de campanha na TV e no rádio.

Juntas, as duas siglas terão nas eleições desse ano quase dois minutos da propaganda eleitoral. O PSDB é a quinta maior bancada da Câmara Federal, o que lhe garante um tempo de 1 minuto e 25 segundos. Já o PDT, a 11ª maior bancada, tem 35 segundos.

Na disputa particular entre Eduardo Braga e José Melo, o senador levou a melhor até aqui em termos de fechar alianças que agregam tempo de TV. No final de semana passado, o PT, maior bancada da Câmara dos Deputados, com mais de três minutos de propaganda, anunciou adesão à candidatura do ex-governador.

Alfredo Nascimento se aproxima de José Melo

De ungido de Lula e Dilma para concorrer ao Governo do Amazonas em 2010 a pré-candidato a deputado federal, o senador Alfredo Nascimento (PR) ainda não anunciou publicamente ao lado de quem marchará na eleição deste ano. Mas, nos últimos sete dias, participou de eventos ao lado de José Melo (Pros) no interior do Estado e foi nomeado porta voz do governador no Senado na última segunda-feira.

Sem o prestígio da máquina do Ministério dos Transportes, que o levou a desbancar a reeleição do ex-senador Gilberto Mestrinho, em 2006, Alfredo tem a seu favor, nas composições eleitorais deste ano, a negociação do tempo no horário eleitoral na TV e no rádio proporcionado pela sexta maior bancada na Câmara, a do PR. O ex-ministro dos Transportes é o presidente nacional do Partido da República.

Atualmente, o PR do Amazonas está sem representante na Câmara Federal. A única vaga que a sigla conquistou no pleito de 2006, com o deputado Henrique Oliveira, foi transferida para o Solidariedade, partido criado no ano passado, para onde o parlamentar migrou a fim de fazer voo solo ao Governo.

Alfredo, que já flertou com o senador Eduardo Braga (PMDB), pré-candidato ao Governo, emplacou um “namoro” com Melo. Há uma semana, acompanhou o governador em Itacoatiara, posou para fotos, participou de inaugurações, da assinatura de convênio para construção de um novo porto no município e visitou obras de contenção da orla da cidade.

Na segunda-feira, no primeiro dia de visita de Melo à Dilma, Alfredo foi citado pelo governador como a ponte dele com o Senado para acompanhar os projetos que autorizam recursos do Banco Mundial, no valor de US$ 151 milhões (R$ 333,37 milhões) para o Programa de Aceleração do Desenvolvimento da Educação do Amazonas.