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Ativista norte-americana da família Kennedy defende troca de experiências entre universidades

Filha do ex-procurador-geral dos EUA, Robert, e sobrinha do ex-presidente John, Kathleen Kennedy, falou sobre o assunto no 3º Encontro de Reitores da Rede Universia, no Rio de Janeiro

A embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, e a conselheira especial para a Educação Kathleen Kennedy Townsend

A embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, e a conselheira especial para a Educação Kathleen Kennedy Townsend (Reprodução/Internet)

Tirar o universitário da zona de conforto da cidade em que vive, colocá-lo num ambiente desafiador ao lado de outros universitários igualmente desafiados, eis a missão das políticas públicas e universidades de todas as partes do mundo neste milênio, conforme avaliação da conselheira do Departamento de Estado para a Educação do Governo dos Estados Unidos, Kathleen Kennedy Townsend, feita no encerramento do III Encontro de Reitores da Rede Universia, no Rio de Janeiro.

Filha do ex-procurador-geral dos EUA, Robert, e sobrinha do ex-presidente John, Kathleen Kennedy reforçou a principal conclusão dos reitores de 1203 universidades da região Ibero-Americana de que é preciso internacionalizar as ações das universidades, levando professores e estudantes para um período de estudos em outro Estado, que não o de origem, ou num país estrangeiro.

A conselheira destacou o programa “100 Thousand Strongs” (100 mil fortes), que objetiva levar 100 mil jovens de todas as partes do mundo para estudar em universidades norte-americanas, lembrando que este tipo de intercâmbio faz parte da cultura dos Estados Unidos e foi importante para disseminar valores e fortalecer a ciência e a tecnologia produzida nos EUA. “Será uma experiência riquíssima ter estudantes do Brasil em Yale, na minha universidade de Brown, ouvir as contribuições deles. É isso que faz o nosso País forte, é isso que faz a democracia ser um valor universal”, discursou.

Sobre o potencial da Ibero-América, Kathleen lembrou que de uma maneira espontânea os Estados Unidos hoje podem ser considerado um País latino, pois o número de hispânicos em alguns Estados constituem a maioria da população.

Sobre a ligação que a região tem com o “big brother” do Norte e as maquinações que este faz para manter a região sobre controle, a descendente do principal clã políticos dos EUA usou exemplos familiares para mostrar que a ligação é mais forte e antiga.

“Foi meu tio que lançou o programa Aliança para o Progresso, nos anos 60, um programa que fortaleceu nossos laços. Ele inclusive esteve no Rio de Janeiro conversando com os jovens daqui”, contou.

“Alguns anos depois, meu pai foi aconselhado a não vir à região, que estava cheia de ditaduras, mas ele veio e conversou com quem? Com os universitários da Argentina, do Peru, pois são os jovens universitários que compõem o senso crítico de uma sociedade. Meu pai veio ouví-los e ao voltar aos EUA perguntou a um dirigente: ‘ Foi para termos esse tipo de governo, que não expressa nossos valores, que fizemos a Aliança para o progresso?’. Então meu pai soube pelos jovens que houve um problema”, afirmou, antes de convidar os reitores a adotarem a internacionalização como um pressuposto da educação superior nas instituições deles.