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Balas que mataram o delegado Oscar Cardoso vieram de lotes restritos da SSP

Documentos apontam que as balas que mataram o delegado vieram de um lote restrito da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O caso será investigado

O delegado foi preso no ano passado após se envolver em um esquema de extorsão e tráfico de drogas

Delegado Oscar Cardoso foi executado com mais de 20 tiros enquanto passeava com sua neta. A autoria do crime é atribuída ao traficante João Branco (Antônio Menezes)

As balas que mataram o delegado Oscar Cardoso Filho, 61, saíram de pistolas calibre PT .40, arma de uso restrito das policiais Civil, Militar e Rodoviária Federal. Elas eram de um lote que saiu da Secretaria de Segurança Pública (SSP), segundo investigações feitas pela força tarefa para investigar o crime. O delegado foi executado com mais de 20 tiros no dia 10 do mês passado. Quatro homens dispararam contra ele.

Nesta quinta-feira (10) o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e que também preside as investigações, Paulo Martins, confirmou a descoberta. Ele disse que encaminhou um oficio à SSP solicitando informações sobre para onde foram distribuídas essas munições: se para a Polícia Civil ou para a Militar.

“Nós precisamos dessa informação para dar continuidade às investigações”, disse o delegado Paulo Martins.

O titular informou que pediu prorrogação de prazo à Justiça para a conclusão do inquérito. O prazo terminou ontem, porém, ainda tem muita coisa a fazer. O delegado disse haver necessidade de pelo menos mais um mês, pois estão faltando laudos periciais, solicitações judiciais e quebra de sigilos telefônicos dos suspeitos.

“Estamos com os trabalhos adiantados. Atualmente, estamos na fase de analise técnica das provas que foram colhidas durante a investigação”, disse Martins.

Segundo o delegado é um processo complexo, mas o caso já está praticamente elucidado por meio de confissões, reconhecimentos e outras evidências que contribuíram para chegar à autoria do crime.

O delegado disse que até ontem havia três pessoas presas: o traficante Ronarion Moreira Negreiros, o empresário do ramo de veículo Mário Jorge Nobre Albuquerque, o “Mário Tabatinga” e William Rocha Bezerra. No momento a polícia está caçando o principal suspeito, o traficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, que encomendou o crime motivado por vingança.

Segundo as investigações, o traficante ficou sabendo que o grupo de policiais que trabalhavam com Oscar na Força Tarefa teriam estuprado sua mulher, identificada como Sheila.

Durante as investigações para elucidar o crime de Oscar Cardoso, a polícia obteve informações de que o traficante havia deixado a cadeia depois de ter sido avisado por autoridades de segurança que seria preso, conforme apurado por A CRÍTICA. Segundo investigações, o sumiço do traficante estaria prejudicando seus negócios na venda de tóxico e por conta disso ele está tentando se apresentar à Justiça, mas teme por sua segurança.